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Intel

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Intel Corporation)
 Nota: Não confundir com Itel Mobile, nem com Intelsat.
Intel Corporation
Logotipo usado desde 2020
Sede em Santa Clara, na Califórnia, em 2023
Nome(s) anterior(es)NM Electronics, em 1968
Empresa de capital aberto
Cotação
AtividadeSemicondutores
Fundação18 de julho de 1968 (1968-07-18)
Fundador(es)
SedeSanta Clara, Califórnia, Estados Unidos
Área(s) servida(s) Mundo
Pessoas-chave
  • Frank D. Yeary, presidente do conselho
  • Lip-Bu Tan, diretor-executivo
  • David Zinsner, diretor financeiro
Empregados85.100, em 2025
Produtos
Serviços
Subsidiárias
  • Mobileye, 94,2%
  • Intel Ireland
Acionistas
AtivosUS$ 211,4 bilhões e patrimônio líquido de US$ 114,3 bilhões, em 2025
LucroUS$ -2,21 bilhões, em 2025
FaturamentoUS$ 52,85 bilhões, em 2025
Renda líquidaUS$ -267 milhões, em 2025
Websiteintel.com
  • Notas de rodapé / referências
  • [1][2]

Intel Corporation é uma empresa multinacional de tecnologia dos Estados Unidos, com sede em Santa Clara, na Califórnia. Ela projeta, fabrica e vende componentes de computador, entre eles unidades centrais de processamento, microprocessadores e produtos destinados aos mercados empresarial e de consumo. Em 2024, era a terceira maior fabricante de semicondutores do mundo por receita. A empresa integra a lista Fortune 500 desde 2007 e esteve entre as primeiras companhias negociadas na NASDAQ.

A Intel fornece microprocessadores a grande parte dos fabricantes de computadores. A empresa desenvolveu a arquitetura X86, usada na maioria dos computadores pessoais. Também fabrica chipsets, controladores de interface de rede, memória flash, unidades de processamento gráfico e dispositivos de comunicação. Seus produtos de consumo incluem os processadores Intel Core e as placas gráficas Intel Arc.

Os engenheiros Gordon Moore e Robert Noyce fundaram a Intel em 1968 com o investidor Arthur Rock. Andrew Grove foi o terceiro funcionário e dirigiu a empresa durante boa parte das décadas de 1980 e 1990. Os primeiros negócios se concentraram em memórias SRAM e DRAM. Em 1971, a Intel lançou o Intel 4004, primeiro microprocessador comercial em um único chip. Os microprocessadores passaram ao centro dos negócios com a expansão do computador pessoal na década de 1980.

Na década de 1990, a associação entre o Microsoft Windows e os processadores Intel, chamada de Wintel, dominou o mercado de computadores pessoais. A Intel investiu em novas linhas de microprocessadores e defendeu sua posição com práticas que deram origem a processos e investigações antitruste. A concorrência da AMD cresceu a partir dos anos 2000 e reduziu a participação da Intel, embora a empresa ainda lidere o mercado x86 por ampla margem na década de 2020.

História

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Fundadores da Intel, Robert Noyce ao centro e Gordon Moore à direita, com Andy Grove, em 1978

A Intel foi constituída em Mountain View, na Califórnia, em 18 de julho de 1968. Seus fundadores foram o químico Gordon Moore, o físico e coinventor do circuito integrado Robert Noyce e o investidor de capital de risco Arthur Rock. Moore e Noyce haviam deixado a Fairchild Semiconductor, onde integravam o grupo conhecido como Os Oito Traidores. Noyce e Moore compraram 245.000 ações cada um, enquanto Rock ficou com 10.000, todas vendidas por US$ 1. Rock também ofereceu US$ 2,5 milhões em debêntures conversíveis a investidores privados. Dois anos depois, a Intel abriu seu capital e levantou US$ 6,8 milhões. Foi uma das primeiras empresas negociadas no sistema automatizado de cotações da Associação Nacional de Corretores de Valores Mobiliários, que deu origem à Nasdaq. Andy Grove, terceiro funcionário da companhia, viria a dirigi-la durante boa parte das décadas de 1980 e 1990.[3][4][5][6][4][7][8]

Moore e Noyce rejeitaram o nome "Moore Noyce", quase homófono de "more noise", ou "mais ruído". A associação não lhes pareceu adequada para uma empresa de eletrônica. A companhia foi fundada como NM Electronics e adotou Intel ainda em julho de 1968, numa contração de "Integrated Electronics". Como Intel já era uma marca da rede de hotéis Intelco, os fundadores compraram o direito de usá-la.[9][8][10]

História antiga

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A Intel começou produzindo circuitos lógicos e memórias com dispositivos semicondutores. O primeiro produto, lançado em 1969, foi o 3101, uma memória SRAM bipolar Schottky de 64 bits, quase duas vezes mais rápida que projetos anteriores da Fairchild e do Laboratório Eletrotécnico do Japão. No mesmo ano vieram a memória ROM 3301, de 1.024 bits, e a SRAM 1101, de 256 bits, primeiro chip comercial desse tipo a usar transistores MOSFET com porta de silício.[11][12][13][8][14][15]

A estrutura de células do 1101 tornava o chip lento e caro para computadores de grande porte. O 1103, lançado em 1970, usava células de três transistores e foi a primeira memória DRAM comercial. Em 1972, já era o chip de memória semicondutora mais vendido do mundo e substituía a memória de núcleo magnético em muitas aplicações. A Intel ampliou suas fábricas e seu catálogo ao longo da década de 1970, ainda com as memórias como principal fonte de receita.[16][17]

Federico Faggin, projetista do Intel 4004

Em 1971, a Intel lançou o Intel 4004, primeiro microprocessador comercial em um único chip. Ao reunir a unidade central de processamento em um circuito integrado, o 4004 permitiu construir máquinas menores capazes de executar cálculos antes reservados a computadores de grande porte. A empresa lançou um dos primeiros microcomputadores em 1973.[8][18][14][19]

A primeira fábrica da Intel fora dos Estados Unidos abriu na Malásia, em 1972. Na década de 1980, a companhia instalou unidades de montagem e fabricação em Singapura e Jerusalém. China, Índia e Costa Rica receberam centros de produção e desenvolvimento nos anos 1990. O negócio ainda dependia das memórias DRAM no começo dos anos 1980, mas a concorrência japonesa reduziu sua rentabilidade. O sucesso do computador pessoal da IBM, equipado com um processador Intel, levou Gordon Moore a concentrar a empresa em microprocessadores e a deixar de licenciar o 80386 a outros fabricantes.[20]

No fim da década de 1980, a Intel cresceu como fornecedora da IBM e dos fabricantes de computadores compatíveis. A combinação de processadores Intel com o Microsoft Windows, conhecida como Wintel, dominou o mercado de computadores pessoais. Moore entregou o cargo de diretor-executivo a Andy Grove em 1987. A campanha publicitária "Intel Inside", lançada em 1991, aproximou a marca dos consumidores e tornou o nome Pentium conhecido fora do setor de componentes.[21][22]

A Intel dominou o fornecimento de microprocessadores para computadores pessoais na década de 1990. A empresa usou táticas agressivas contra concorrentes, em especial a AMD, e entrou em conflito com a Microsoft sobre os rumos da indústria. Entre as décadas de 1970 e 2000, seu crescimento acompanhou a transformação do Vale do Silício em polo de alta tecnologia.[23][24][25]

Desafios ao domínio (anos 2000)

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Quando deixou outros mercados, a Intel passou a depender dos processadores 80386 e de seus sucessores. Um funcionário de marketing resumiu a situação dizendo que havia "apenas um produto, e Andy Grove é o gerente do produto". A procura por processadores mais rápidos perdeu força depois de 2000. A AMD avançou primeiro nos segmentos de menor preço e depois em toda a linha x86, enquanto a arquitetura NetBurst prejudicou a posição da Intel. Craig Barrett tentou diversificar os negócios para além dos semicondutores, com pouco êxito.[26][27]

Litígios

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A Intel participou de disputas judiciais por direitos sobre o arranjo de circuitos de microprocessadores. A Lei de Proteção de Chips Semicondutores de 1984 criou proteção jurídica específica nos Estados Unidos, depois de pressão da empresa e da Associação da Indústria de Semicondutores. A Intel processou fabricantes que desenvolveram chips compatíveis com o 80386. Mesmo quando a companhia perdia, os gastos legais pesavam sobre concorrentes menores. A AMD abriu novas ações por concorrência desleal em 2004 e 2005.[28][29][29]

Reorganização e sucesso com Intel Core (2005–2015)

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Em 2005, o diretor-executivo Paul Otellini reorganizou a Intel. Os negócios de processadores e conjuntos de circuitos passaram a ser divididos entre plataformas empresariais, domésticas, médicas e móveis.

Em 6 de junho de 2005, Steve Jobs, então diretor-executivo da Apple, anunciou que a empresa trocaria os processadores PowerPC dos computadores Macintosh por modelos x86 da Intel. A decisão favoreceu a Intel, embora um analista a tenha chamado de "arriscada" e "tola" porque os processadores da companhia perdiam em desempenho para concorrentes da AMD e da IBM.[30][31][32]

A Intel apresentou a microarquitetura Core em 2006. A nova linha recuperou parte da vantagem de desempenho perdida para a AMD. Em 2008, a empresa lançou a microarquitetura Penryn, fabricada em 45 nm, e depois a arquitetura Nehalem.[33][34][35]

Em 27 de junho de 2006, a Intel anunciou a venda da divisão de processadores XScale à Marvell Technology Group por cerca de US$ 600 milhões. A compradora também assumiu obrigações cujo valor não foi divulgado. A Intel pretendia concentrar recursos em servidores e processadores x86. A transação foi concluída em 9 de novembro daquele ano.[36]

Em 2008, a Intel separou parte de seu negócio de energia solar para criar a empresa independente SpectraWatt Incorporated. Em 2011, a SpectraWatt pediu falência.[37]

Em fevereiro de 2011, a Intel começou a construir uma nova fábrica de microprocessadores em Chandler (Arizona), concluída em 2013 a um custo de US$ 5 bilhões.[38] A fábrica recebeu o nome Fab 42 e foi preparada para o processo de 10 nm. Uma passagem coberta, chamada Link, une o prédio às fábricas 12, 22 e 32 do campus Ocotillo.[39][40][41][42] A empresa produz três quartos de seus produtos nos Estados Unidos, embora três quartos de sua receita venham do exterior.[43]

A Aliança por uma Internet Acessível, conhecida pela sigla A4AI, foi criada em outubro de 2013. A Intel integrou a coalizão ao lado de organizações públicas e privadas como Facebook, Google e Microsoft. Sob a liderança de Tim Berners-Lee, o grupo buscava baratear o acesso à internet nos países em desenvolvimento. Naquele ano, 31% de sua população estava conectada. A meta era reduzir o custo do acesso para menos de 5% da renda mensal.[44]

Tentativas de entrar no mercado de smartphones

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Em abril de 2011, Intel e ZTE começaram a testar um smartphone equipado com o processador Intel Atom para o mercado chinês. A companhia reuniu seus projetos de celulares, tablets e redes sem fio num novo grupo em dezembro daquele ano. Para competir com os chips da Arm, preparou o Medfield, um processador de 32 nm e baixo consumo que chegaria a tablets e smartphones em 2012.[45][46][47]

Intel e Google anunciaram uma parceria no Intel Developer Forum de 2011, em São Francisco. Em janeiro de 2012, o Google lançou uma versão do Android 2.3 compatível com processadores Atom. Kirk Skaugen, da Intel, afirmou em 2013 que a empresa já não se concentrava apenas nas plataformas Microsoft e passaria a apoiar sistemas como Linux, Android, iOS e ChromeOS.[48][49][50][51]

Em 2014, a Intel demitiu milhares de funcionários diante da mudança no mercado. A companhia também subsidiou os custos adicionais dos fabricantes que adotassem seus chips em tablets. Em abril de 2016, cancelou a plataforma SoFIA e o sistema em um chip Broxton Atom, encerrando na prática sua tentativa de entrar no mercado de smartphones.[52][53][54][55][56][57][58]

Fundição personalizada da Intel

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Com fábricas ociosas após as vendas fracas do Ultrabook e a queda do mercado de computadores pessoais, a Intel fechou em 2013 um acordo de fabricação de semicondutores com a Altera. Os chips seriam produzidos no processo de 14 nm. Sunit Rikhi, gerente-geral da divisão de fabricação sob encomenda, disse que a empresa pretendia buscar contratos semelhantes.[59] Isso ocorreu depois que as vendas fracas de hardware Windows 8 causaram uma grande redução para a maioria dos principais fabricantes de semicondutores, exceto para Qualcomm, que continuou a ver encomendas constantes de sua maior cliente, a Apple.[60]

Em julho de 2013, Achronix, Tabula, Netronome, Microsemi e Panasonic usavam fábricas da divisão Intel Custom Foundry. Quatro delas produziam FPGAs, enquanto a Netronome projetava processadores de rede. A Achronix era a única que já distribuía chips fabricados pela Intel no processo Tri-Gate de 22 nm. Havia outros clientes que não haviam sido anunciados.[61][62][63]

A Intel encerrou essa atividade em 2018 por causa das dificuldades em suas fábricas.[64][65]

Desafios de segurança e fabricação (2016–2021)

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A Intel manteve o modelo tick-tock, que alternava uma nova microarquitetura com a redução do processo de fabricação, até a sexta geração da família Core, baseada em Skylake. O modelo foi abandonado em 2016, quando a sétima geração, de codinome Kaby Lake, inaugurou o ciclo processo-arquitetura-otimização. As dificuldades para passar de 14 nm a 10 nm atrasaram novos processadores. A empresa continuou usando derivados de Skylake até 2020.[66]

Problemas no nó do processo de 10 nm

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A Intel planejava lançar os primeiros produtos de 10 nm em 2016, mas encontrou problemas de fabricação. O Cannon Lake, primeiro microprocessador produzido nesse processo, chegou em pequenos lotes em 2018. A produção em massa, adiada repetidas vezes, só começou em 2019 com os processadores móveis Ice Lake da décima geração Core.[67][68][69][70][71][72][73][74]

A Intel admitiu que havia fixado metas agressivas demais para o processo de 10 nm. Enquanto outras fábricas usavam até quatro etapas em processos chamados de 10 nm ou 7 nm, o método da empresa exigia cinco ou seis. A companhia afirmou que seu processo era mais denso que os equivalentes dos concorrentes. Como o projeto das microarquiteturas dependia do avanço da fabricação, os atrasos paralisaram o desenvolvimento de novos processadores.[66][75][76][77][78][66]

Falhas de segurança

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No começo de janeiro de 2018, vieram a público as falhas de segurança Meltdown e Spectre. Elas afetavam processadores Intel fabricados desde 1995, com exceções como o Itanium e modelos Atom anteriores a 2013.[79][80][81][82]

Concorrência renovada e outros desenvolvimentos (2018–presente)

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Os atrasos do processo de 10 nm e o ritmo mais lento de desenvolvimento deixaram a Intel diante de concorrência mais forte. A AMD voltou ao segmento de alto desempenho com a microarquitetura Zen e um projeto baseado em chiplets, enquanto a participação da Intel caiu. Em 2020, a Apple iniciou a troca dos processadores x86 da Intel por chips Apple Silicon nos computadores Macintosh. A perda direta de receita era pequena, mas a mudança poderia levar outros fabricantes a reconsiderar sua dependência da Intel e da arquitetura x86.[66][83][84][85][86][87]

Estratégia 'IDM 2.0'

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Em 23 de março de 2021, o diretor-executivo Pat Gelsinger apresentou a estratégia IDM 2.0. O plano previa novas fábricas, uso conjunto de unidades internas e contratadas e a criação da Intel Foundry Services. A nova divisão ofereceria processos de fabricação, empacotamento e propriedade intelectual da Intel, inclusive núcleos x86. A companhia também anunciou uma parceria com a IBM e o evento Intel ON para desenvolvedores e engenheiros. Gelsinger afirmou que os produtos Ponte Vecchio e Meteor Lake seriam os primeiros no processo Intel 4, antes chamado de 7 nm.[88][89][90][65][65]

Em janeiro de 2022, a Intel escolheu New Albany, perto de Columbus, para construir um polo de fabricação orçado em pelo menos US$ 20 bilhões. A produção era prevista para 2025. No mesmo ano, a empresa anunciou duas fábricas em Magdeburgo, na Alemanha, por € 17 bilhões. O início das obras, antes marcado para 2023, foi adiado para o fim de 2024, e a produção era esperada em 2027. A Intel calculava que o projeto criaria dez mil empregos, contando os de empresas contratadas.[91][92][93][94][95]

Em agosto de 2022, a Intel firmou com a Brookfield Asset Management uma parceria de US$ 30 bilhões para financiar a ampliação de suas fábricas. A Intel arcaria com 51% da construção de novas instalações em Chandler e manteria o controle acionário. A Brookfield financiaria os 49% restantes, e as duas empresas dividiriam a receita das unidades.[96][97]

Em 31 de janeiro de 2023, a Intel anunciou cortes salariais para funcionários acima dos níveis intermediários dentro de um plano de redução de custos de US$ 3 bilhões. Os salários cairiam a partir de 5%, e a empresa suspendeu bônus e aumentos por mérito, além de reduzir sua contrapartida no plano de aposentadoria. As medidas vieram depois das demissões anunciadas no segundo semestre de 2022.[98]

Em outubro de 2023, a Intel confirmou que seria a primeira cliente comercial de equipamentos de litografia ultravioleta extrema de alta abertura numérica. A compra fazia parte da tentativa de alcançar a TSMC em tecnologia de fabricação.[99]

Em dezembro de 2023, a Intel apresentou o acelerador de inteligência artificial Gaudi 3, lançado em 2024 para concorrer com chips da Nvidia e da AMD. Em 4 de junho, anunciou o processador Xeon 6 para centros de dados e divulgou a arquitetura dos processadores Lunar Lake para computadores com recursos de IA. Os modelos Lunar Lake chegaram ao mercado em 24 de setembro de 2024.[100][101]

Em agosto de 2024, depois de registrar perdas de US$ 1,6 bilhão no segundo trimestre, a Intel anunciou que cortaria 15.000 empregos para economizar US$ 10 bilhões em 2025.[102] Para atingir essa meta, a empresa ofereceria opções de aposentadoria antecipada e saída voluntária.[103]

A Intel deixou o Dow Jones Industrial Average em 8 de novembro de 2024, antes da abertura do mercado. A Nvidia ocupou seu lugar no índice.[104][105]

Em julho de 2025, a Intel confirmou a demissão de quase 24 mil funcionários, cerca de 15% de sua força de trabalho, até o fim do ano. O plano também retirou dezenas de bilhões de dólares de investimentos previstos para novas fábricas na Europa.[106][107][108][109]

Em setembro de 2025, a Nvidia investiu US$ 5 bilhões na Intel dentro de uma parceria para desenvolver processadores para centros de dados e computadores pessoais. O acordo permitiria à Nvidia oferecer seus servidores GB300, equipados com processadores gráficos Blackwell, a clientes da arquitetura x86 da Intel.[110]

Em outubro de 2025, a Intel iniciou negociações para adicionar a rival AMD aos seus clientes de fundição.[111]

Em abril de 2026, a Intel anunciou um acordo de US$ 14,2 bilhões para recomprar a participação acionária de 49% em suas instalações na Irlanda da Apollo Global Management, recuperando a propriedade total do local para reorganizar sua estrutura de capital.[112]

Em maio de 2026, o investimento da Intel na SambaNova Systems recebeu autorização das autoridades antitruste dos EUA, eliminando um obstáculo regulatório para o negócio.[113]

Em julho de 2026, a Intel anunciou US$ 5,7 bilhões para ampliar o campus de Leixlip, na Irlanda. O projeto aumentaria a capacidade de produzir chips para inteligência artificial e computação de alto desempenho, ampliaria a pesquisa e conectaria as fábricas existentes. A companhia previa centenas de empregos permanentes e a conclusão de quase todas as obras até o fim de 2027.[114]

Substituição do CEO

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Pat Gelsinger deixou a direção da Intel em 1º de dezembro de 2024, depois que o conselho manifestou insatisfação com a lentidão do plano de recuperação. Durante sua gestão, iniciada em 2021, a empresa tentou ampliar a fabricação e enfrentar AMD e Nvidia, mas acumulou uma perda de US$ 16,6 bilhões e viu suas ações caírem 60%. David Zinsner e Michelle Johnston Holthaus assumiram como diretores-executivos interinos enquanto o conselho procurava um sucessor.[115][116][117]

A Intel nomeou Lip-Bu Tan diretor-executivo em 13 de março de 2025, com posse cinco dias depois. Ele sucedeu um período de quatro meses com dois diretores interinos. Tan reduziu a estrutura da companhia e concentrou recursos em seus negócios centrais. Em junho, a Intel anunciou o encerramento da fabricação de chips automotivos e cortes de até 20% na equipe da fundição de Hillsboro, no Oregon. Em julho, a companhia informou outros cinco mil cortes nos Estados Unidos e separou a divisão RealSense. O plano chegou a 24 mil demissões, cancelou projetos de fábricas na Alemanha e na Polônia e transferiu operações de montagem e testes da Costa Rica para o Vietnã.[118][119][120][121][122][123]

Em 7 de agosto de 2025, o presidente Donald Trump pediu a demissão de Lip-Bu Tan e citou suas relações empresariais com a China. Tan havia dirigido a Cadence Design Systems quando a companhia vendeu ilegalmente ferramentas de projeto de semicondutores à China entre 2015 e 2021. A Cadence declarou-se culpada em 2025 e pagou uma multa de US$ 140 milhões. As ações da Intel caíram mais de 3% durante o pregão. Tan respondeu que sempre havia atuado dentro dos mais altos padrões legais e éticos. Em 11 de agosto, ele se reuniu com Trump e os secretários Howard Lutnick e Scott Bessent na Casa Branca. Depois do encontro, Trump elogiou sua trajetória em uma publicação na Truth Social.[124][124][125][124][126][127][128][129][129]

Participação do governo dos EUA (2025)

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Em agosto de 2025, o governo dos Estados Unidos comprou 433,3 milhões de ações da Intel por US$ 20,47 cada, o equivalente a 9,9% da companhia. A participação era passiva e não dava assento no conselho nem direitos de gestão. O acordo também concedeu ao governo o direito de comprar mais 5% caso a fatia da Intel em seu negócio de fundição caísse abaixo de 51%. O preço por ação ficou abaixo dos US$ 23 pagos pelo SoftBank na semana anterior.[130][131][132][133]

Concorrência da AMD no mercado de servidores

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Em 2024 e 2025, a AMD ampliou sua fatia no mercado de processadores para servidores. Alguns levantamentos chegaram a apontar uma divisão quase igual entre as empresas, mas os dados foram corrigidos depois que se constatou a manipulação de resultados de testes. No terceiro trimestre de 2025, a Intel detinha 63,3% do mercado e a AMD, 36,5%. A participação da Intel havia superado 90% em 2020.[134][135]

Produtos e mercados

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SRAMs, DRAMs e o microprocessador

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Os primeiros produtos da Intel foram memórias de registrador de deslocamento e circuitos de acesso aleatório. A empresa cresceu nos mercados de DRAM, SRAM e ROM ao longo da década de 1970. Ao mesmo tempo, Marcian Hoff, Federico Faggin, Stanley Mazor e Masatoshi Shima desenvolveram o primeiro microprocessador da companhia. O Intel 4004 havia sido encomendado pela fabricante japonesa Busicom para substituir circuitos dedicados de uma calculadora e chegou ao mercado em 15 de novembro de 1971. Os microprocessadores só se tornaram o centro dos negócios em meados dos anos 1980.

Em 1983, a concorrência japonesa nas memórias reduzia os lucros da Intel. Andy Grove concentrou a empresa nos microprocessadores e relatou a mudança no livro Only the Paranoid Survive. Seu plano fazia da Intel a única fornecedora dos sucessores do 8086, decisão incomum numa indústria acostumada a exigir um segundo fabricante.

A fabricação de circuitos integrados ainda sofria interrupções frequentes, e os clientes evitavam depender de um único fornecedor. Grove distribuiu a produção por três fábricas, mas deixou de licenciar os projetos a concorrentes como a AMD. A expansão do mercado de computadores pessoais nas décadas de 1980 e 1990 aumentou as vendas da Intel.[136]

Primeiros processadores x86 e o IBM PC

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Pastilha de um Intel 8742, microcontrolador de 8 bits com CPU de 12 MHz, 128 bytes de RAM, 2.048 bytes de EPROM e entrada e saída no mesmo chip

O 4004 e seus sucessores, o 8008 e o 8080, ainda respondiam por uma parcela pequena da receita da Intel.

Em 1975, a Intel iniciou o projeto de um processador de 32 bits, lançado em 1981 como Intel iAPX 432. A arquitetura ambiciosa ficou abaixo das metas de desempenho e fracassou comercialmente. A empresa depois estendeu a arquitetura x86 a 32 bits.[137][138]

A Intel concluiu o 8086 e sua variante 8088 em 1978. A campanha de vendas "Operação Crush" procurou conquistar projetos de computadores para o novo chip. O contrato decisivo veio da divisão de computadores pessoais da IBM, embora seu alcance ainda não fosse claro.

A IBM lançou seu computador pessoal em 1981. No ano seguinte, a Intel apresentou o 80286, usado no IBM PC/AT a partir de 1984. A Compaq vendeu um computador de mesa com o 80286 em 1985 e, em 1986, antecipou-se à IBM com uma máquina baseada no 80386. O mercado de computadores compatíveis cresceu e firmou a Intel como fornecedora de processadores.

Microprocessador 386

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Andrew Grove encerrou grande parte do negócio de memórias e transferiu recursos para os microprocessadores. Sua decisão mais arriscada foi deixar de licenciar o 386 como segundo fornecedor. Até então, clientes exigiam chips equivalentes de outras empresas para reduzir o risco de interrupções nas fábricas. AMD e outros fabricantes haviam produzido versões das famílias 8080 e 8086 sob licença.

O 386 com o coprocessador opcional 387

Grove não licenciou o projeto do 386 a outros fabricantes. Para reduzir o risco de desabastecimento, a Intel o produziu em fábricas de Santa Clara, Hillsboro e Chandler. A decisão violou o contrato com a AMD, que recebeu uma indenização de milhões de dólares, mas perdeu o direito de fabricar novos projetos da Intel e passou a desenvolver seus próprios processadores x86.

O sucesso dos computadores Compaq tornou o 386 o processador dominante entre os compatíveis com o IBM PC. Como sua única fornecedora, a Intel usou os lucros para financiar chips mais rápidos e ampliar as fábricas, alcançando a liderança do setor no começo da década de 1990.

486, Pentium e Itanium

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A Intel lançou o 486 em 1989. No ano seguinte, criou uma segunda equipe de projeto para desenvolver em paralelo os processadores P5 e P6, com uma nova geração a cada dois anos. O P5, chamado internamente de Operação Bicicleta por suas duas linhas de execução, chegou em 1993 com o nome Pentium. A marca substituiu a numeração porque números como 486 não podiam ser registrados como marca nos Estados Unidos. O Pentium Pro, baseado no P6, veio em 1995 e deu origem ao Pentium II em 1997. As equipes de Santa Clara e Hillsboro passaram a alternar novos projetos.

A equipe de Santa Clara começou em 1993 um sucessor da arquitetura x86, sob o codinome P7. O projeto foi abandonado um ano depois e retomado em cooperação com engenheiros da Hewlett-Packard. A arquitetura IA-64 resultante chegou ao mercado em junho de 2001 como Itanium. Seu desempenho ao executar programas x86 ficou abaixo do esperado, e o processador perdeu espaço para o x86-64 da AMD. Em 2017, a Intel anunciou que a série Itanium 9700, de codinome Kittson, seria a última.[139][140]

A campanha "Intel Inside", lançada em 1991, apresentou a Intel diretamente aos compradores de computadores. A estratégia colocava a marca de um componente na publicidade do produto final, algo que poucas empresas haviam tentado. David House, então chefe da divisão de microprocessadores, criou o lema. A Intel deixou de ser conhecida apenas entre fabricantes e passou a ter uma marca familiar ao público.[141][142][143]

No começo da década de 1990, o Grupo de Sistemas da Intel passou a fabricar placas-mãe para computadores pessoais. A iniciativa teve menos exposição pública que a campanha Intel Inside.[144]

Pouco depois, a Intel começou a fabricar computadores completos, vendidos sem marca a dezenas de empresas do mercado de compatíveis com o IBM PC.[145]

Na década de 1990, o Intel Architecture Labs trabalhou em padrões de hardware como PCI, PCI Express e USB. O grupo também criou ferramentas de vídeo e gráficos para computadores pessoais, mas seus programas perderam espaço para os da Microsoft. A disputa entre as empresas veio a público no depoimento de Steven McGeady no processo antitruste contra a Microsoft.[146]

Falha no Pentium

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Em junho de 1994, engenheiros da Intel encontraram uma falha na unidade de ponto flutuante dos processadores Pentium P5. Certas divisões produziam bits incorretos nas casas finais, erro que podia se acumular em cálculos posteriores. A empresa corrigiu o projeto e, após a reação pública, recolheu os modelos de 60 a 100 MHz e os substituiu a pedido dos clientes.

Thomas Nicely, professor de matemática no Lynchburg College, encontrou a falha FDIV do Pentium em outubro de 1994. Ele procurou a Intel e, sem resposta, divulgou a descoberta na internet. O erro era fácil de reproduzir com divisões específicas na calculadora do sistema operacional. Depois da repercussão e de uma reportagem de John Markoff no The New York Times, a Intel ofereceu a substituição de todos os chips. O recolhimento custou US$ 475 milhões. A empresa já havia encontrado o defeito em seus testes meses antes, mas não o comunicara aos clientes.[147][148][149]

A repercussão da falha FDIV levou a Intel, até então pouco conhecida fora do setor, ao noticiário voltado ao grande público. A companhia mudou o atendimento ao consumidor e reforçou a campanha Intel Inside, embora a demora em reconhecer o defeito tenha prejudicado sua imagem.[150]

Intel Core

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A linha Intel Core começou com o Yonah, processador móvel de 32 bits e dois núcleos derivado do Pentium M. A família Core 2, lançada em 27 de julho de 2006, adotou a microarquitetura Intel Core de 64 bits. O projeto reduzia as frequências e priorizava a eficiência energética, mas também aumentava o número de instruções executadas por ciclo. Seu mecanismo de execução em quatro vias superava o limite de três vias dos P6 e P6-M. Os chips Core 2 foram produzidos em 65 nm e sucedidos pelo Penryn de 45 nm em 2008.[151][152]

A primeira geração de processadores Core baseada na microarquitetura Nehalem chegou em novembro de 2008. Com ela, a Intel adotou os nomes Core i3, i5 e i7, aos quais acrescentou o i9 a partir da sétima geração. As denominações não correspondiam a características técnicas específicas. A microarquitetura Westmere sucedeu a Nehalem em 2010, reduziu o processo para 32 nm e incorporou os gráficos Intel HD.

A segunda geração Core, baseada em Sandy Bridge, chegou em 2011 e aumentou o desempenho em 11% em relação à Nehalem. O Ivy Bridge, apresentado no Intel Developer Forum de 2012, deu origem à terceira geração. Ele usava um processo de 22 nm e aceitava memórias DDR3 e DDR3L.[153][154]

A Intel manteve o modelo tick-tock, que alternava uma nova microarquitetura com a redução do processo de fabricação, até a sexta geração da família Core, baseada em Skylake. O modelo foi abandonado em 2016, quando a sétima geração, de codinome Kaby Lake, inaugurou o ciclo processo-arquitetura-otimização. Entre 2016 e 2021, a empresa lançou outras versões derivadas de Skylake, entre elas Kaby Lake R, Amber Lake, Whiskey Lake, Coffee Lake, Coffee Lake R e Comet Lake. A passagem do processo de 14 nm para 10 nm sofreu atrasos, e o Cannon Lake, vendido como parte da oitava geração Core, chegou em pequenas quantidades em 2018.[155][156][157][158][159][68][69]

A décima geração Core chegou em 2019 com três famílias. O Ice Lake, baseado na microarquitetura Sunny Cove e fabricado em 10 nm, foi destinado a computadores portáteis de baixo consumo. Amber Lake e Comet Lake ainda usavam uma versão aperfeiçoada do processo de 14 nm. O primeiro atendia modelos móveis de baixo consumo, enquanto o segundo equipava computadores de mesa e portáteis de maior desempenho.

A Intel lançou os processadores móveis Core de 11ª geração, chamados Tiger Lake, em setembro de 2020. Eles usavam a microarquitetura Willow Cove e uma versão aperfeiçoada do processo de 10 nm. A linha para computadores de mesa veio em 30 de março de 2021 sob o codinome Rocket Lake. Fabricada em 14 nm e baseada na microarquitetura Cypress Cove, ela substituiu os modelos Comet Lake. Toda a 11ª geração Core recebeu gráficos integrados baseados na microarquitetura Intel Xe.[160][161][162][163][164]

Os processadores Core de 12ª geração, de codinome Alder Lake, unificaram as linhas para computadores de mesa e portáteis no fim de 2021. Fabricados no processo Intel 7, antes chamado de 10 nm, eles combinavam núcleos Golden Cove de alto desempenho com núcleos Gracemont de baixo consumo.[165][166][165]

Falhas de execução transitória

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A execução transitória pode deixar dados protegidos acessíveis por canais laterais. As vulnerabilidades Meltdown e Spectre, divulgadas em 2018, atingiram processadores Intel e de outros fabricantes.[82]

Uso de processadores Intel pela Apple, de 2005 a 2020

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Em 6 de junho de 2005, Steve Jobs, então diretor-executivo da Apple, anunciou a troca dos processadores PowerPC dos computadores Macintosh pela arquitetura x86 da Intel. O roteiro do PowerPC já não atendia aos planos da Apple. A decisão favoreceu a Intel, embora um analista a tenha chamado de "arriscada" e "tola" porque os processadores da empresa perdiam em desempenho para modelos da AMD e da IBM. Os primeiros Macs com chips Intel foram apresentados em 10 de janeiro de 2006. A linha de computadores para consumidores completou a transição no começo de agosto, e o servidor Xserve recebeu processadores Xeon em novembro, numa configuração semelhante à do Mac Pro.[30][167][31][32][168]

A relação entre Apple e Intel teve períodos de tensão. Rumores de que a Apple preparava processadores próprios circulavam desde 2011. Em 22 de junho de 2020, durante a conferência mundial de desenvolvedores, Tim Cook anunciou a migração dos Macs para chips Apple Silicon baseados na arquitetura Arm, prevista para durar dois anos. A Apple respondia por apenas 2% a 4% da receita da Intel, mas sua decisão poderia levar outros fabricantes a rever a dependência da arquitetura x86. O primeiro processador desse projeto, o M1, foi apresentado em novembro de 2020.[169][170][86][87][171][172][173][174]

Unidades de estado sólido (SSDs)

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Uma unidade de estado sólido mSATA da Intel

A Intel começou a vender unidades de estado sólido, ou SSDs, para o mercado comum em 2008, com capacidades de até 160 GB. Seus chips de armazenamento adotaram processos de fabricação cada vez menores e padrões como memória flash, mSATA, PCI Express e NVMe. Em 2017, a tecnologia 3D XPoint chegou aos SSDs da marca Optane.[175][176][177][178]

A SK Hynix comprou a maior parte do negócio de memórias NAND da Intel em 2021 por US$ 7 bilhões. Uma parcela final de US$ 2 bilhões seria paga em 2025. A Intel retirou os produtos Optane para consumidores do mercado em 2021 e encerrou o desenvolvimento de novos modelos em julho de 2022, terminando também o trabalho com a tecnologia 3D XPoint.[179][180][181][182]

Supercomputadores

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A divisão Intel Scientific Computers foi fundada em 1984 por Justin Rattner para projetar e produzir computadores paralelos baseados em microprocessadores Intel conectados em topologia de interconexão em hipercubo.[183] Em 1992, o nome foi mudado para Intel Supercomputing Systems Division, e o desenvolvimento da arquitetura iWarp também foi incluído.[184] A divisão projetou outros supercomputadores, incluindo o Intel iPSC/1, iPSC/2, iPSC/860, Paragon e ASCI Red. Em novembro de 2014, a Intel declarou que estava planejando usar Fibra ópticas para melhorar a rede em supercomputadores.[185]

Computação em névoa

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Em 19 de novembro de 2015, Intel, Arm, Dell, Cisco, Microsoft e a Universidade de Princeton fundaram o OpenFog Consortium para desenvolver a computação em névoa. Jeff Fedders, estrategista-chefe do grupo de internet das coisas da Intel, tornou-se o primeiro presidente da organização.[186][187]

Carros autônomos

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A Intel entrou no setor de veículos autônomos em meados de 2017, depois de se unir à Mobileye. Sua estratégia reunia os computadores do veículo, programas de controle e sistemas de centros de dados. A empresa também pesquisou a aceitação dos consumidores. Naquele ano, a Associação Automobilística Americana havia apurado que 78% dos entrevistados nos Estados Unidos rejeitavam a tecnologia.[188][189][190][191]

O estudo da Intel examinou os níveis de automação, a disposição dos passageiros para entregar o controle à máquina e o desconforto causado pelo movimento do volante sem uma pessoa no banco do motorista. Os participantes preferiam não acompanhar cada ação do carro. A pesquisa também concluiu que comandos de voz e uma interface clara devolviam alguma sensação de controle. Como o teste ouviu apenas dez pessoas, a própria Intel reconheceu em um vídeo que seriam necessários novos estudos.[192][191][193]

Dispositivos programáveis

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Depois de comprar a Altera, a Intel criou o Programmable Solutions Group. A divisão vendeu FPGAs das famílias Stratix, Arria e Cyclone. Em 2019, lançou os chips Agilex para centros de dados, redes 5G e outras aplicações.[194][195]

Em outubro de 2023, a Intel anunciou que iria transformar o PSG em uma empresa separada no início de 2024, mantendo a participação majoritária.[196] Em setembro de 2025, a Intel vendeu a participação majoritária para Silver Lake e manteve uma participação passiva de 49%.[197]

Plataformas e padrões

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Concorrência, antitruste e espionagem

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No fim da década de 1990, a procura por computadores mais rápidos deixou de acompanhar o aumento do desempenho dos microprocessadores.[200] Fora dos servidores e de programas especializados, consumidores passaram a trabalhar com computadores de menor custo depois de 2000. A retração que seguiu o fim da bolha da internet também reduziu a procura por equipamentos de ponta.[201]

A Intel reduziu o intervalo entre novos processadores. O Pentium II chegou em maio de 1997, o Pentium III em fevereiro de 1999 e o Pentium 4 no fim de 2000. O ganho de velocidade deixou de convencer muitos consumidores a trocar de computador com a mesma frequência, o que abriu espaço para concorrentes como a AMD e reduziu a rentabilidade da linha.[202][203]

O domínio da Intel no mercado x86 gerou investigações antitruste da Comissão Federal do Comércio dos Estados Unidos, ações da Digital Equipment Corporation e da Intergraph e processos em outros países. Em 1996, a companhia recebia mais de 90% da receita do mercado x86.[204] Em 2009, a Intel pagou US$ 1,25 bilhão à AMD, concedeu uma licença cruzada de patentes sem prazo e encerrou parte das disputas. Autoridades da Europa, Coreia do Sul e Japão também aplicaram sanções à empresa.[205][206]

Um caso de espionagem industrial envolvendo Intel e AMD veio a público em 1995. O engenheiro argentino Bill Gaede havia trabalhado na AMD e na fábrica da Intel em Chandler. Em 1993, tentou vender projetos do i486 e do Pentium P5 à AMD e a governos estrangeiros. Gaede filmou dados exibidos em seu computador na Intel e enviou a gravação à AMD, que avisou a empresa e as autoridades. Ele recebeu uma pena de 33 meses de prisão em junho de 1996.[207][208][209]

Posição no mercado

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Segmentos operacionais

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  • O Client Computing Group produzia processadores para computadores pessoais e componentes relacionados. A divisão respondeu por 51,8% da receita de 2020.
  • O Data Center Group produzia componentes para servidores, redes e plataformas de armazenamento. A divisão respondeu por 33,7% da receita de 2020.
  • O Grupo Internet das Coisas oferecia plataformas para comércio varejista, transportes, indústria, edifícios e residências. A divisão respondeu por 5,2% da receita de 2020.
  • O Grupo de Soluções Programáveis fabricava semicondutores programáveis, sobretudo FPGAs. A divisão respondeu por 2,4% da receita de 2020.[210][211][210][210][210]

Em 2023, a Dell respondeu por cerca de 19% da receita da Intel. A Lenovo respondeu por 11%, e a HP Inc., por 10%. O Departamento de Defesa dos Estados Unidos também era um grande cliente. Em setembro de 2024, a Intel teria se qualificado para receber até US$ 3,5 bilhões em subsídios federais destinados à fabricação de semicondutores para o departamento.[212][213][214][215][216][217]

Participação de mercado

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No segundo trimestre de 2011, a Intel tinha 73,3% do mercado mundial de microprocessadores para computadores pessoais e 80,4% do segmento de computadores portáteis. As duas parcelas haviam caído 1,5 e 1,9 ponto percentual desde o trimestre anterior. Sua fatia do mercado x86 era de 68,4% em 2023. Em 2024, a companhia ocupava a terceira posição mundial entre as fabricantes de semicondutores por receita.[218][219][220][221]

A fatia da Intel entre os processadores voltados a entusiastas caiu a partir de 2019, e seus produtos de 10 nm sofreram atrasos. O então diretor-executivo Bob Swan atribuiu a demora à tentativa de avançar depressa demais para o novo processo de fabricação.[222][66]

Participação histórica de mercado

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A Intel ocupou o décimo lugar entre as maiores vendedoras de semicondutores do mundo em 1987. Na década seguinte, seus processadores e o Microsoft Windows formaram a base da plataforma Wintel, dominante nos computadores pessoais. A companhia controlava cerca de 90% do mercado de microprocessadores para PCs. Em 1992, tornou-se a fabricante de semicondutores com maior receita. A Samsung Electronics tomou a posição em 2018, e a Intel a recuperou no ano seguinte. Entre outras grandes empresas do setor estavam TSMC, GlobalFoundries, Texas Instruments, ASML, STMicroelectronics, United Microelectronics Corporation, Micron, SK Hynix, Kioxia e Semiconductor Manufacturing International Corporation.[223][224][225][226]

A concorrência da AMD cresceu a partir da década de 2000, com avanço mais rápido no fim da década de 2010. A participação da Intel no mercado de computadores pessoais caiu no mesmo intervalo.[227]

Principais concorrentes

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No mercado de conjuntos de circuitos para computadores pessoais, a Intel concorria com AMD, VIA Technologies, Silicon Integrated Systems e Nvidia. Seus rivais em redes eram NXP Semiconductors, Infineon Technologies, Broadcom, Marvell Technology Group e Applied Micro Circuits Corporation. Na memória flash, disputava espaço com Spansion, Samsung Electronics, Qimonda, Kioxia, STMicroelectronics, Micron, SK Hynix e IBM.

A AMD é a única concorrente de grande porte da Intel no mercado de processadores x86. As duas empresas mantêm acordos amplos de licença cruzada desde 1976. Cada uma pode usar, sem pagamento, tecnologias patenteadas pela outra depois de certo prazo. O acordo perde a validade se a AMD falir ou for comprada.[228][229]

Empresas menores, como a VIA Technologies, fabricam processadores x86 para computadores compactos e aparelhos portáteis. A migração dos consumidores para smartphones reduziu as vendas de computadores pessoais. Em 2026, mais de 95% dos smartphones usavam núcleos projetados pela Arm, que também buscava espaço em computadores e servidores. Ampere e IBM projetavam processadores para centros de dados baseados na arquitetura Arm.[230][231][232]

A Intel foi parte em disputas por violação das leis antitruste, detalhadas nas subseções seguintes.

Fabricação

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A Intel também mantém operações no Brasil.[233]

A Intel mantém fábricas de wafers nos Estados Unidos, na Irlanda e em Israel. As etapas de montagem e testes também são realizadas em unidades na China, Costa Rica, Malásia, Vietnã e Estados Unidos.[234]

A Intel projeta e fabrica seus próprios chips. Grande parte das empresas do setor não possui fábricas e contrata produtoras como TSMC, Foxconn ou Samsung, modelo seguido por AMD e Nvidia.[235]

Assuntos corporativos

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Tendências de negócios

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A tabela reúne receita, lucro líquido, ativos e número de funcionários da Intel por exercício financeiro, encerrado no fim de dezembro.[236]

Ano Receita (US$ bilhões) Lucro líquido (US$ bilhões) Ativos totais (US$ bilhões) Funcionários (milhares)
2017 62,7 9,6 123 102
2018 70,8 21,0 127 107
2019 71,9 21,0 136 110
2020 77,8 20,8 153 110
2021 79,0 19,8 168 121
2022 63,0 8,0 182 131
2023 54,2 1,6 191 124
2024 53,1 &menos;19,2 196 109
2025 52,9 &menos;0,3 211 85

Liderança e estrutura corporativa

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Paul Otellini, Craig Barrett e Sean Maloney, em 2006

Robert Noyce dirigia a Intel quando a empresa foi fundada, em 1968. O cofundador Gordon Moore assumiu o cargo em 1975. Andrew Grove tornou-se presidente da companhia em 1979 e diretor-executivo em 1987, quando Moore passou a presidir o conselho. Grove sucedeu Moore no conselho em 1998, e Craig Barrett assumiu a direção executiva. Em 18 de maio de 2005, Barrett entregou o comando a Paul Otellini, que havia dirigido as operações e participado da escolha da Intel para o IBM PC original. Barrett substituiu Grove na presidência do conselho, e Grove permaneceu como conselheiro especial. Jane Shaw sucedeu Barrett em maio de 2009. Três anos depois, Andy Bryant, que havia sido diretor financeiro e diretor administrativo, tomou o lugar de Shaw.[237]

Em novembro de 2012, Paul Otellini anunciou que deixaria a direção da Intel em maio de 2013, aos 62 anos, três anos antes da aposentadoria compulsória. Durante seis meses, o conselho avaliou executivos da própria companhia e candidatos externos, como Sanjay Jha e Patrick Gelsinger. Na gestão de Otellini, a receita havia crescido 55,8%, de US$ 34,2 bilhões para US$ 53,3 bilhões, e o lucro líquido subira 46,7%, de US$ 7,5 bilhões para US$ 11 bilhões.[238][239]

O conselho escolheu Brian Krzanich, então vice-presidente executivo e diretor de operações, como sexto diretor-executivo da Intel em 2 de maio de 2013. Ele assumiu na reunião anual de 16 de maio. A experiência dentro da companhia pesou na decisão. Renée James, chefe da área de programas, tornou-se presidente da empresa, o segundo posto na hierarquia executiva.[240][241][242]

Em maio de 2013, o conselho de administração era formado por Andy Bryant, John Donahoe, Frank Yeary, Charlene Barshefsky, Susan Decker, Reed Hundt, Paul Otellini, James Plummer, David Pottruck e David Yoffie. O músico Will.i.am atuava como diretor criativo. Tom Foremski, ex-jornalista do Financial Times, chamou o conselho de "um exemplo de governança corporativa do mais alto nível". A GovernanceMetrics International lhe atribuiu nota dez, distinção que havia concedido a outros 21 conselhos de empresas.[243]

Brian Krzanich deixou a direção da Intel em 21 de junho de 2018, depois que veio a público um relacionamento com uma funcionária. Bob Swan assumiu interinamente enquanto o conselho procurava um substituto.

Em 31 de janeiro de 2019, Bob Swan deixou a função de diretor financeiro e foi confirmado como o sétimo diretor-executivo da Intel.[244]

Em 13 de janeiro de 2021, a Intel anunciou que Pat Gelsinger substituiria Bob Swan em 15 de fevereiro. Gelsinger havia sido diretor de tecnologia da Intel e diretor-executivo da VMware.[245]

Em março de 2021, a Intel removeu a idade de aposentadoria compulsória para seus dirigentes corporativos.[246]

Em outubro de 2023, a Intel anunciou que separaria o Programmable Solutions Group numa nova empresa no começo de 2024. Manteria a maioria das ações e planejava abrir o capital da unidade no prazo de três anos.[196][247]

Pat Gelsinger deixou o cargo de diretor-executivo e o conselho da Intel em 1º de dezembro de 2024. David Zinsner e Michelle Johnston Holthaus assumiram interinamente. Em 13 de março de 2025, a empresa nomeou Lip-Bu Tan para o cargo, com início em 18 de março.[248][249][250][251]

Em agosto de 2025, a Intel aceitou entregar 9,9% de suas ações ao governo dos Estados Unidos em troca de recursos da Lei CHIPS já reservados durante o governo Biden. A participação não dava controle sobre a companhia. As condições vinculavam o financiamento à fabricação nos Estados Unidos, à pesquisa e às regras nacionais de fornecimento.[252]

Conselho de administração

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Em março de 2023:[253]

  • Frank D. Yeary (presidente), membro administrativo da Darwin Capital
  • James Goetz, diretor administrativo da Sequoia Capital
  • Andrea Goldsmith, reitor de engenharia e ciências aplicadas da Universidade de Princeton
  • Alyssa Henry, executiva da Square, Inc.
  • Omar Ishrak, presidente e ex-CEO da Medtronic
  • Risa Lavizzo-Mourey, ex-presidente e CEO da Robert Wood Johnson Foundation
  • Tsu-Jae King Liu, professor da UC Berkeley College of Engineering
  • Barbara G. Novick, cofundadora da BlackRock
  • Gregory Smith, CFO da Boeing
  • Dion Weisler, ex-presidente e diretor-executivo da HP Inc.
  • Lip-Bu Tan, presidente executivo da Cadence Design Systems
A unidade da Intel na Costa Rica respondeu por 20% das exportações do país e 4,9% de seu produto interno bruto em 2006.[254]

Até março de 2021, os diretores-executivos da Intel precisavam se aposentar aos 65 anos. Andy Grove deixou o comando aos 62, enquanto Robert Noyce e Gordon Moore saíram aos 58. Grove permaneceu no conselho até 2005, quando tinha 68 anos.[255]

A Intel tem sede em Santa Clara, na Califórnia. Sua maior concentração de funcionários fica no condado de Washington, no Oregon, onde 18.600 pessoas trabalhavam em suas unidades. A empresa operava em 63 países e regiões, com instalações na China, Costa Rica, Malásia, Israel, Irlanda, Índia, Rússia, Argentina e Vietnã. O fornecimento ao mercado russo foi suspenso em março de 2022 por causa das sanções contra o país. Nos Estados Unidos, a Intel empregava pessoas na Califórnia, Colorado, Massachusetts, Arizona, Novo México, Oregon, Texas, Washington e Utah. Era a maior empregadora privada do Oregon e a maior empregadora industrial do Novo México. No Arizona, tinha 12 mil funcionários em janeiro de 2020.[256][257][258][259][258][260][261]

A Intel mantinha cerca de cem pesquisadores em Pequim, o equivalente a 10% de sua equipe mundial de pesquisa.[262]

Em 2011, o governo israelense ofereceu à Intel US$ 290 milhões para expansão no país. Como condição, a Intel empregaria mais 1.500 trabalhadores em Qiryat Gat e entre 600 e 1.000 trabalhadores no norte.[263]

A Intel anunciou em janeiro de 2014 que eliminaria cerca de cinco mil postos, de uma equipe de 107 mil pessoas. A medida veio um dia depois da divulgação de um lucro abaixo das projeções dos analistas.[264]

Em março de 2014, a Intel planejava investir US$ 6 bilhões para ampliar suas operações em Israel até 2030. Naquele ano, empregava dez mil pessoas em quatro centros de desenvolvimento e duas fábricas no país.[265]

Com a queda das vendas de computadores pessoais, a Intel eliminou 12 mil postos em 2016. Sob a direção de Pat Gelsinger, a empresa voltou a contratar milhares de engenheiros em 2021.[266][267]

Diversidade

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A Intel criou grupos internos de funcionários e um programa de diversidade entre fornecedores. Os grupos reúnem pessoas por origem, religião, orientação sexual ou identidade de gênero. Em 1994, a empresa autorizou um dos primeiros grupos corporativos de funcionários LGBT. Também havia grupos muçulmano, judaico e cristão.[268][269][270][271][272][273][274]

A Intel obteve a pontuação máxima nas edições do Índice de Igualdade Corporativa da Human Rights Campaign, inclusive na primeira, publicada em 2002. Também esteve com frequência na lista das cem melhores empresas para mães que trabalhavam, publicada pela revista Working Mother.

Em janeiro de 2015, a Intel reservou US$ 300 milhões para aumentar, ao longo de cinco anos, a participação de mulheres e grupos raciais sub-representados na empresa e no setor de tecnologia.[275][276][277][278][279]

O relatório de diversidade de 2015 informou que 75,2% dos funcionários da Intel nos Estados Unidos eram homens e 24,8% eram mulheres. Nas funções técnicas, as parcelas eram de 79,8% e 20,1%.[280][280][281]

Efeito econômico em Oregon em 2009

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Em 2011, a ECONorthwest calculou os efeitos das operações da Intel na economia do Oregon. O estudo atribuiu à companhia, em 2009, US$ 14,6 bilhões em atividade econômica, US$ 4,3 bilhões em renda pessoal e 59.990 empregos. Para cada dez postos mantidos pela Intel, outros 31 teriam sido criados em diferentes setores.[282][283]

Cadeia de abastecimento

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Desde meados da década de 1980, a Intel limitava o número de fornecedores por componente. Sua regra, chamada "n + 1", mantinha os fornecedores necessários à produção e permitia apenas uma empresa adicional para cada peça.[284]

Intel Israel

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Unidade da Intel Israel em Qiryat Gat

A Intel trabalha em Israel desde 1974, quando Dov Frohman abriu um pequeno escritório em Haifa. A subsidiária mantém centros de desenvolvimento em Haifa, Jerusalém e Petah Tikva, além de uma fábrica em Qiryat Gat. Em 2013, empregava cerca de dez mil pessoas no país. Maxine Fesberg dirigiu a Intel Israel de 2007 ao fim de 2016, e Yaniv Gerti assumiu em janeiro de 2017.

Em junho de 2024, a Intel interrompeu o desenvolvimento de uma fábrica em Kiryat Gat. O projeto estava orçado em US$ 25 bilhões, dos quais US$ 3,2 bilhões viriam do governo israelense.[285]

Principais aquisições e investimentos

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Desde 2010

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Em 2010, a Intel comprou a McAfee, fabricante de tecnologia de segurança de computadores, por US$ 7,68 bilhões.[286] Como condição para a aprovação regulatória da transação, a Intel concordou em fornecer às empresas de segurança rivais todas as informações necessárias que permitiriam que seus produtos usassem os chips e computadores pessoais da Intel.[287] Após a aquisição, a Intel tinha cerca de 90.000 funcionários, incluindo cerca de 12.000 engenheiros de software.[288] Em setembro de 2016, a Intel vendeu uma participação majoritária em sua unidade de segurança de computadores para a TPG Capital, revertendo a aquisição da McAfee, realizada cinco anos antes.[289]

Em agosto de 2010, a Intel acertou a compra da divisão de soluções sem fio da Infineon Technologies. Pretendia usar a tecnologia em computadores portáteis, celulares, tablets e sistemas embarcados, com a futura integração do modem aos chips da companhia.[290][291]

Em março de 2011, a Intel comprou a maior parte dos ativos da SySDSoft, com sede no Cairo.[292]

Em julho de 2011, a Intel anunciou que havia concordado em adquirir a Fulcrum Microsystems Incorporated, uma empresa especializada em switches de rede.[293] A EE Times havia incluído a empresa em sua lista de sessenta startups emergentes.[293]

Em outubro de 2011, a Intel chegou a um acordo para adquirir a Telmap, uma empresa de software de navegação com sede em Israel. O preço de compra não foi divulgado, mas a mídia israelense informou valores em torno de US$ 300 milhões a US$ 350 milhões.[294]

Em julho de 2012, a Intel se comprometeu a investir € 3,3 bilhões, então equivalentes a US$ 4,1 bilhões, na ASML. O acordo destinava US$ 2,1 bilhões à compra de 10% da companhia e previa mais US$ 1 bilhão por outros 5%, sujeitos à aprovação dos acionistas. Parte do dinheiro financiaria pesquisas para acelerar em até dois anos o desenvolvimento de wafers de 450 mm e da litografia ultravioleta extrema.[295]

Em julho de 2013, a Intel comprou a Omek Interactive, empresa israelense de interfaces por gestos. O valor não foi divulgado. A Intel afirmou que a tecnologia ampliaria seus recursos de computação perceptiva, e uma reportagem estimou a transação entre US$ 30 milhões e US$ 50 milhões.[296]

Em setembro de 2013, a Intel anunciou a compra da empresa espanhola Indisys, que desenvolvia sistemas de processamento de linguagem natural. O valor não foi divulgado. O acordo havia sido assinado em 31 de maio, e a maior parte dos funcionários passou à Intel.[297]

Em dezembro de 2014, a Intel comprou a PasswordBox.[298]

Em janeiro de 2015, a Intel comprou uma participação de 30% na Vuzix, fabricante de óculos inteligentes. O negócio foi avaliado em US$ 24,8 milhões.[299]

Em fevereiro de 2015, a Intel acertou a compra da fabricante alemã de chips de rede Lantiq para ampliar sua oferta de componentes para aparelhos conectados à internet.[300]

Em junho de 2015, a Intel anunciou seu acordo para comprar a empresa de design FPGA Altera por US$ 16,7 bilhões, em sua maior aquisição até o momento.[301] A aquisição foi concluída em dezembro de 2015.[302]

Em outubro de 2015, a Intel comprou a empresa Computação cognitiva Saffron Technology por valor não revelado.[303]

Em agosto de 2016, a Intel comprou a startup de aprendizagem profunda Nervana Systems por mais de US$ 400 milhões.[304]

Em dezembro de 2016, a Intel adquiriu a startup de visão computacional Movidius por um preço não revelado.[305]

Em março de 2017, a Intel acertou a compra da Mobileye, empresa israelense de sistemas para direção autônoma, por US$ 15,3 bilhões.[306]

Em junho de 2017, a Intel Corporation anunciou um investimento de mais de ₹ 11 bilhões para seu próximo centro de pesquisa e desenvolvimento em Bangalor, Índia.[307]

Em janeiro de 2019, a Intel anunciou um investimento de mais de US$ 11 bilhões numa nova fábrica de chips em Israel.[308]

Em novembro de 2021, a Intel pagou US$ 125 milhões por parte da equipe e do conhecimento técnico da divisão Centaur Technology, pertencente à VIA Technologies. A VIA conservou sua licença x86 e as patentes relacionadas, e manteve a associação que produz processadores Zhaoxin.[309][310][311]

Em dezembro de 2021, a Intel anunciou um investimento de US$ 7,1 bilhões numa nova fábrica de encapsulamento e testes de chips na Malásia. A ampliação das operações em Penang e Kulim criaria mais de quatro mil empregos na empresa e mais de cinco mil na construção. No mesmo mês, a companhia anunciou que abriria o capital da Mobileye em 2022 por meio de uma oferta pública inicial, sem perder o controle da subsidiária.[312][313]

Em fevereiro de 2022, a Intel concordou em adquirir o fabricante israelense de chips Tower Semiconductor por US$ 5,4 bilhões.[314][315] Em agosto de 2023, a Intel encerrou a aquisição porque não conseguiu obter a aprovação de reguladores chineses dentro do prazo de transação de 18 meses.[316][317]

Em maio de 2022, a Intel comprou a empresa finlandesa Siru Innovations, formada por antigos engenheiros de processadores gráficos da AMD e da Qualcomm. A Siru desenvolvia programas e blocos de silício para GPUs e passou ao grupo de computação acelerada e gráficos da Intel.[318]

Em maio de 2022, Ericsson e Intel abriram na Califórnia um centro de pesquisa para redes de acesso por rádio na nuvem. O trabalho cobria consumo de energia, desempenho e redução do tempo de desenvolvimento de produtos.[319]

Em abril de 2025, a Intel fechou um acordo para vender 51% da Altera à Silver Lake. A oferta pública de ações que a Intel havia planejado para a subsidiária foi cancelada.[320]

Fundo Ultrabook (2011)

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Em 2011, a Intel Capital criou um fundo de US$ 300 milhões para investir, durante três ou quatro anos, em empresas que desenvolvessem tecnologias para ultrabooks. O conceito apresentado na Computex daquele ano definia um notebook com menos de 2 cm de espessura, processador Intel, tela sensível ao toque e bateria de longa duração.[321][321][322][322][321][322]

No Intel Developers Forum de 2011, quatro fabricantes taiwanesas apresentaram protótipos de ultrabooks com processadores Ivy Bridge. A Intel pretendia reduzir o consumo desses chips, cujo projeto térmico chegaria a 10 W.[323][324]

A Intel queria manter o preço dos ultrabooks abaixo de US$ 1.000. Executivos da Acer e da Compal afirmaram que a meta dependia de uma redução no preço dos processadores.[322][325]

Suporte de código aberto

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A Intel participou de projetos de código aberto desde 1999.[326] Em 2006, publicou sob a licença MIT os controladores do X.Org para as placas gráficas integradas ao chipset i965. Também publicou controladores para algumas placas de rede no FreeBSD, depois levados ao OpenBSD sob uma licença BSD compatível. O firmware binário de dispositivos Ethernet sem fio recebeu uma licença BSD que permitia sua redistribuição. A empresa dirigiu o projeto Moblin até 23 de abril de 2009, quando o transferiu à Linux Foundation, e manteve a campanha LessWatts.org.[327][328][328][329][330]

A Intel foi criticada por impedir a redistribuição livre do firmware necessário aos adaptadores Intel Pro/Wireless lançados em 2005. Sistemas operacionais livres podiam incluir os controladores, mas não o firmware. Michael Robertson, criador do Linspire, atribuiu a postura à relação comercial da Intel com a Microsoft. Theo de Raadt, do OpenBSD, acusou a empresa de apresentar uma versão distorcida do problema. No fim de 2014, os arquivos ainda não tinham uma licença compatível com os princípios do software livre.[331][332][333][334][335][336][337][338]

A Intel também apoiou outros projetos de código aberto, como Blender[339] e Open 3D Engine.[340]

Identidade corporativa

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A Intel adotou três logotipos desde 1969.

Robert Noyce e Gordon Moore criaram o primeiro logotipo da Intel, adotado em abril de 1969. O nome aparecia em letras minúsculas azuis na fonte Helvetica, com o "e" abaixo das outras letras e unido ao "t" e ao "l". O desenho ficou conhecido como "drop-e", ou "e caído".[341][342]

A FutureBrand criou o segundo logotipo, apresentado em 3 de janeiro de 2006. O desenho combinava o nome da empresa com um anel inspirado na campanha Intel Inside e retirava o "e" rebaixado do logotipo anterior. A tipografia era uma versão personalizada da Neo Sans Intel, e a assinatura "Leap Ahead" acompanhava muitas aplicações. Imagens da identidade circularam na internet em novembro de 2005 e foram removidas a pedido da equipe jurídica da companhia. Em 2014, a fonte foi trocada pela Intel Clear.[341][343][344][342]

O terceiro logotipo foi apresentado em 2 de setembro de 2020. Andrew Mirikian, da VMLY&R, desenhou as letras com a fonte Intel One e retirou o anel do símbolo anterior. Os cantos do "I" e do "L" ganharam forma quadrada, e o "N" e o "E" retomaram traços do desenho de 1969. O ponto sobre o "I" tornou-se o único símbolo independente da identidade.[345][346][342]

Intel Inside

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A campanha Intel Inside tornou a marca da fabricante familiar aos compradores de computadores. A ideia nasceu numa reunião com a MicroAge, então uma grande revendedora de computadores.[347][348]

No fim da década de 1980, AMD, Zilog e outros concorrentes vendiam microprocessadores mais baratos aos fabricantes de computadores. Em 1989, Dennis Carter, da Intel, reuniu-se com Ron Mion, vice-presidente de marketing da MicroAge, na sede da revendedora em Tempe, no Arizona. Carter queria que a empresa favorecesse computadores equipados com chips Intel. Mion respondeu que a escolha cabia ao mercado, enquanto a Intel alegava ser difícil explicar ao comprador por que seus processadores custavam mais.[348]

Mion propôs um teste em Boulder, no Colorado, onde a MicroAge tinha apenas uma loja. A Intel pagaria um anúncio com a frase "Ao comprar um computador pessoal, verifique se ele tem Intel", e a loja colocaria adesivos "Intel Inside" nas máquinas que usassem esses chips. As vendas migraram depressa para os computadores com processadores Intel. A companhia adotou a marca e a levou a outros países.[348]

A publicidade começou com a frase "The Computer Inside" nos Estados Unidos e na Europa, em 1990. A filial japonesa sugeriu "Intel in it" e promoveu a campanha em um concerto realizado na Estação de Tóquio em 25 de dezembro. As ideias se fundiram no lema "Intel Inside", adotado mundialmente em 1991. A vinheta de cinco notas surgiu em 1994 e era ouvida em 130 países dez anos depois. A agência DahlinSmithWhite Advertising, de Salt Lake City, criou a primeira campanha. Seu diretor de arte Steve Grigg desenhou o anel do emblema sob a direção de Andy Grove.[349][350][351][352]

A campanha publicitária Intel Inside buscou a lealdade pública à marca e o reconhecimento dos processadores Intel em computadores de consumo.[353] A Intel reembolsava parte do custo dos anúncios que usassem o logotipo Intel Inside e a vinheta da marca.[354]

Em 2008, a Intel começou a transferir parte da campanha Intel Inside da televisão e da imprensa para a internet. O relatório anual de 2010 informou despesas publicitárias de US$ 1,8 bilhão, equivalentes a 6% da margem bruta e a quase 16% do lucro líquido. A campanha fazia parte desse orçamento.[355][355][356]

Em 2014, a Intel adaptou a marca Intel Inside à nova fonte Intel Clear.[357]

Em abril de 2025, o diretor de marketing Brett Hannath anunciou uma nova campanha de marketing, "Esse é o poder do Intel Inside", voltada ao uso dos produtos Intel em diferentes mercados e setores.[358]

Partitura da vinheta Intel Spiral, composta por um acorde seguido de quatro notas,

A sequência de cinco notas D♭–D♭–G♭–D♭–A♭, conhecida como "Intel Spiral" ou "Intel Bong", foi composta em 1994 por Walter Werzowa, da Musikvergnuegen, para a publicidade do Pentium. A vinheta usa sons de xilofone e marimba. Uma versão modificada acompanhou o lançamento do Pentium III em 1999 e coexistiu com a gravação original até 2014.[359][360][361][362]

Outra versão da vinheta estreou com a identidade visual apresentada em 2020. Desde então, a Intel emprega adaptações diferentes em suas campanhas, embora a gravação principal seja a de 2006.[345]

Em 2017, o Escritório de Direitos Autorais dos Estados Unidos registrou uma reivindicação de direitos autorais para o Gravação e reprodução sonora de 1994 do "Intel Spiral", pois "continha uma quantidade perceptível e suficiente de autoria de produção criativa". No entanto, o registro foi recusado para o Composição musical subjacente, um Oitava seguido por uma sequência de quatro notas, pois estava abaixo do Limiar de originalidade.[363]

Estratégia de nomenclatura do processador

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Emblema de 2020 que reúne a marca Core i7 e o termo de plataforma vPro

Em 2006, a Intel ampliou sua linha de plataformas de especificação aberta. O Centrino foi acompanhado pelo Viiv, voltado a centros de mídia domésticos, e pelo Intel vPro, destinado a computadores empresariais.[364][365]

Em janeiro de 2006, a Intel começou a retirar a marca Pentium de suas linhas principais. O nome havia estreado nos processadores P5 porque a legislação dos Estados Unidos não permitia registrar como marca uma sequência numérica, o que deixara rivais livres para usar designações como 386 e 486. Os chips móveis Yonah receberam os nomes Core Solo e Core Duo, e os modelos para computadores de mesa passaram à família Core 2. Em 2009, a Intel apresentava Celeron, Pentium e Core como faixas crescentes de desempenho.[366]

O porta-voz Bill Calder afirmou que a Intel manteria Celeron, Atom e vPro em seu catálogo. No fim de 2009, as linhas de processadores para consumidores eram Celeron, Pentium, Core i3, Core i5, Core i7 e Core i9, em ordem crescente de desempenho. A primeira geração Core usava três algarismos nos nomes, como i5-750. A segunda passou a quatro, como i5-2500, e a décima chegou a cinco, como i9-10900K. A letra "K" indica um modelo desbloqueado para overclock. Os modelos empresariais levavam as marcas Core i5 vPro ou Core i7 vPro. Em outubro de 2011, a Intel começou a vender o Core i7-2700K Sandy Bridge.[367][368]

Desde 2010, a marca "Centrino" é usada apenas nas tecnologias Wi-Fi e WiMAX da Intel.[367]

Em 2022, a Intel anunciou que estava abandonando os esquemas de nomenclatura Pentium e Celeron para seus processadores básicos para desktops e laptops. A marca "Processador Intel" substituiria os esquemas de nomenclatura Pentium e Celeron a partir de 2023.[369][370]

Em 2023, a Intel anunciou que retiraria o "i" dos nomes das novas gerações. Um produto antes chamado Core i7 passaria a Core 7, enquanto a marca Ultra distinguiria modelos de maior desempenho, como o Core Ultra 7.[371][372]

Tipografia

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Neo Sans Intel é uma versão personalizada de Neo Sans baseada em Neo Sans e Neo Tech, projetada por Sebastian Lester em 2004.[373] Foi introduzida junto com a mudança de marca da Intel em 2006.

A família tipográfica Intel Clear foi anunciada em 2014 para uso na comunicação da empresa. Projetada por Red Peak Branding e Dalton Maag, ela estreou nos alfabetos latino, grego e cirílico e substituiu a Neo Sans Intel. A Dalton Maag acrescentou versões para hebraico e árabe.[374][375][376][377][378][379]

A Intel One foi lançada com a identidade visual de 2020. Desenhada por Tobias Frere-Jones e Fred Shallcrass, da Frere-Jones Type, a família tem três tamanhos ópticos. Ela substituiu a Intel Clear na maior parte da comunicação da empresa, embora as duas continuassem em uso.[380]

Livro da marca Intel

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A Red Peak Branding produziu o Intel Brand Book para a identidade adotada pela empresa em 2017. O livro reuniu a trajetória da Intel e definiu regras para a aparência, o tom e o som da marca.[381]

Campanhas publicitárias

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A Intel adotou "Leap Ahead" na reformulação de 2006.[341] Em 2009, a campanha "Sponsors of Tomorrow" substituiu esse lema.[382] A empresa apresentou "Look Inside" em 2013.[383]

A identidade visual de 2020 veio acompanhada de "Do Something Wonderful" e de "What's Inside Has Never Mattered More".[345] Em abril de 2025, a frase "That's the Power of Intel Inside" passou a orientar a publicidade da marca.[384]

Ações beneficentes

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Estátua do Urso Paddington projetada pela Intel em Londres e leiloada para a NSPCC

Em novembro de 2014, a Intel criou uma estátua do Urso Paddington chamada "Little Bear Blue". A peça integrou uma exposição de cinquenta estátuas espalhadas por Londres antes da estreia do filme Paddington. Ela ficou diante da sede da empresa de efeitos visuais Framestore, em Chancery Lane. As obras foram leiloadas em benefício da Sociedade Nacional para a Prevenção da Crueldade contra Crianças.[385][386][385][387]

Patrocínios

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A Intel patrocina o Intel Extreme Masters, campeonato internacional de esportes eletrônicos. Na Fórmula 1, patrocinou BMW Sauber, Toyota e Caterham, e iniciou uma parceria com a McLaren em 2026. A empresa apoiou o Futbol Club Barcelona a partir de 2013 e o programa mundial dos Jogos Olímpicos de 2018 a 2024. Em 2024, seus contratos anuais com Riot Games e JD Gaming eram avaliados em US$ 5 milhões e US$ 3,3 milhões. A Global Esports também recebeu patrocínio da companhia.[388][389][390][391][392][393][394][395]

Questões legais

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Contencioso por violação de patente (2006–2007)

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Em outubro de 2006, Transmeta abriu um processo contra a Intel por violação de patente em arquitetura de computadores e tecnologias de eficiência energética.[396] O processo foi encerrado em outubro de 2007, com a Intel concordando em pagar US$ 150 milhões inicialmente e US$ 20 milhões por ano durante os próximos cinco anos. Ambas as empresas concordaram em desistir dos processos judiciais entre si, enquanto a Intel recebeu uma licença perpétua e não exclusiva para usar tecnologias Transmeta patenteadas atuais e futuras em seus chips por 10 anos.[397]

Alegações e litígios antitruste (2005–2023)

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Em setembro de 2005, a Intel contestou uma ação judicial da AMD e defendeu a legalidade de suas práticas comerciais. A resposta alegava que os problemas da concorrente vinham de decisões próprias, entre elas o baixo investimento em capacidade de produção e a dependência de fábricas contratadas. Analistas jurídicos esperavam que a disputa se estendesse por anos, pois a Intel não parecia disposta a um acordo. O julgamento foi marcado para 2008.[398][399][400][401][402][403]

Em 4 de novembro de 2009, o procurador-geral de Nova York abriu um processo antitruste contra a Intel Corporation, alegando que a empresa usou "ameaças ilegais e conluio" para dominar o mercado de microprocessadores de computador.[404]

Em 12 de novembro de 2009, a AMD concordou em desistir do processo antitruste contra a Intel em troca de US$ 1,25 bilhão.[403] Um comunicado de imprensa conjunto publicado pelos dois fabricantes de chips declarou: "Embora o relacionamento entre as duas empresas tenha sido difícil no passado, este acordo encerra as disputas legais e permite que as empresas concentrem todos os seus esforços na inovação e no desenvolvimento de produtos."[405][406]

Uma ação antitruste e uma ação coletiva sobre acordos que impediam a contratação de funcionários de outras empresas foram encerradas em 2014.[407][408]

Alegações da Comissão de Comércio Justo do Japão (2005)

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Em 2005, a Comissão de Comércio Justo do Japão concluiu que a Intel havia violado a lei antimonopólio do país. O órgão determinou o fim dos descontos que discriminavam a AMD, e a Intel aceitou a ordem sem levar o caso a julgamento.[409][410][411][412]

Alegações de reguladores na Coreia do Sul (2007)

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Em setembro de 2007, os reguladores sul-coreanos acusaram a Intel de violar a lei antitruste. A investigação começou em fevereiro de 2006, quando autoridades invadiram os escritórios sul-coreanos da Intel. A empresa arriscava uma multa de até 3% de suas vendas anuais se fosse considerada culpada.[413] Em junho de 2008, a Comissão de Comércio Justo ordenou que a Intel pagasse uma multa de US$ 25,5 milhões por aproveitar sua posição dominante para oferecer incentivos aos principais fabricantes coreanos de PCs, sob a condição de não comprarem produtos da AMD.[414]

Alegações de reguladores nos Estados Unidos (2008–2010)

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O estado de Nova York iniciou uma investigação da Intel em janeiro de 2008 sobre se a empresa violou as leis antitruste nos preços e vendas de seus microprocessadores.[415] Em junho de 2008, a Comissão Federal do Comércio (FTC) dos EUA também iniciou uma investigação antitruste do caso.[416] Em dezembro de 2009, a FTC anunciou que iniciaria um processo administrativo contra a Intel em setembro de 2010.[417][418][419][420]

Em novembro de 2009, depois de dois anos de investigação, o procurador-geral de Nova York, Andrew Cuomo, processou a Intel por suposto suborno e coerção. A acusação dizia que a empresa pagava fabricantes para comprar mais chips Intel que produtos rivais e ameaçava retirar o dinheiro quando eles se aproximavam dos concorrentes. A Intel negou as alegações.[421]

Em 22 de julho de 2010, a Dell aceitou pagar US$ 100 milhões à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos para encerrar acusações de fraude contábil. Entre 2002 e 2006, a Dell recebeu descontos da Intel em troca de não usar chips da AMD, mas não revelou os pagamentos aos investidores. Eles equivaliam a 10% do lucro operacional da Dell no ano fiscal de 2003, 38% em 2006 e 76% no primeiro trimestre de 2007. A Dell adotou a AMD como segunda fornecedora em 2006, e o fim dos descontos reduziu seus resultados financeiros.[422][423][424][425]

Alegações na União Europeia (2007–2023)

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Em julho de 2007, a Comissão Europeia acusou a Intel de práticas anticompetitivas contra a AMD. As acusações, referentes a fatos desde 2003, incluíam descontos para fabricantes que comprassem todos ou quase todos os chips da Intel, pagamentos para atrasar ou cancelar produtos equipados com chips AMD e vendas abaixo do custo a governos e instituições de ensino. A Intel negou as alegações e afirmou que sua conduta beneficiava os consumidores.[426][427][427][428]

Em fevereiro de 2008, autoridades da União Europeia fizeram buscas no escritório da Intel em Munique, na Alemanha. A companhia declarou que colaborava com a investigação e poderia receber uma multa de até 10% da receita anual. A AMD criou um site para divulgar as acusações, e a União Europeia apresentou novas denúncias em junho. Em maio de 2009, a Comissão Europeia concluiu que a Intel havia adotado práticas anticompetitivas e aplicou uma multa recorde de € 1,06 bilhão, então US$ 1,44 bilhão. A decisão afirmou que Acer, Dell, HP, Lenovo e NEC haviam recebido pagamentos para usar apenas chips Intel, em prejuízo de concorrentes como a AMD. A Intel anunciou que recorreria. O Tribunal Geral da União Europeia rejeitou o recurso em junho de 2014.[429][430][431][432][433][434][434][435][436][434][434][434]

Em 2022, a multa de € 1,06 bilhão foi anulada. Em setembro de 2023, a Comissão aplicou uma nova multa de € 376,36 milhões.[437]

Desempenho ambiental

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Moradores de Rio Rancho acusaram a Intel de liberar compostos orgânicos voláteis acima do limite de sua licença ambiental. Um deles afirmou que um depurador de ácido mediu a emissão de 1,4 tonelada de tetracloreto de carbono no quarto trimestre de 2003, embora a empresa tivesse declarado emissão zero no ano com base em outro fator de cálculo.[438]

Outro morador atribuiu à fábrica a presença de tolueno, hexano, etilbenzeno e xileno no tecido pulmonar de dois cães mortos na região. Esses solventes também são encontrados em gasolina e diluentes de tinta. Num subcomitê do Conselho de Melhoria Ambiental do Novo México, um morador afirmou que relatórios da Intel contabilizavam mais de 717 kg de compostos liberados em junho e julho de 2006.[439][440]

A Intel publica dados ambientais em seu relatório anual de responsabilidade corporativa.[441]

Produção livre de conflitos

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Em 2009, a Intel começou a retirar de sua cadeia de fornecimento minerais cujas vendas financiavam grupos armados, em especial na República Democrática do Congo. A empresa usou auditorias próprias e externas para verificar a origem dos metais empregados em seus produtos. No Consumer Electronics Show de 2014, Brian Krzanich afirmou que os microprocessadores da companhia já não usavam minerais de conflito. Em 2016, a Intel esperava estender a regra a toda a cadeia de fornecimento até o fim do ano.[442][443][444]

Numa classificação publicada em 2012, o Enough Project colocou a Intel na primeira posição entre 24 fabricantes de eletrônicos e chamou a companhia de "pioneira em progresso". Brian Krzanich pediu em 2014 que outras empresas do setor também evitassem minerais de conflito.[445][446]

Queixas de discriminação por idade

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Ex-funcionários acusaram a Intel de discriminação por idade em seus cortes de pessoal. Em 1993, nove deles processaram a empresa e afirmaram ter sido demitidos por terem mais de 40 anos.[447]

O grupo FACE Intel, formado por funcionários e ex-funcionários, acusou a empresa de afastar trabalhadores mais velhos e afirmou que mais de 90% das pessoas demitidas tinham mais de 40 anos. A revista Upside pediu à Intel dados de contratação e desligamento por idade, mas a companhia recusou o pedido.[448] A Intel negou que a idade pesasse em suas decisões trabalhistas.[449] Ken Hamidi fundou a FACE Intel depois de ser demitido em 1995, aos 47 anos. Uma decisão de 1999 o proibiu de usar o correio eletrônico interno da empresa para distribuir críticas. A Suprema Corte da Califórnia anulou a proibição em 2003 no caso Intel Corp. v. Hamidi.[448][450][451]

Disputa fiscal na Índia

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Em agosto de 2016, funcionários do Bruhat Bengaluru Mahanagara Palike, órgão municipal de Bengaluru, estacionaram caminhões de lixo no campus da Intel e ameaçaram despejar a carga. O município cobrava ₹ 340 milhões em impostos sobre a propriedade referentes a 2007 e 2008. A cobrança alegava que a empresa havia declarado o campus como um escritório sem ar-condicionado, embora o prédio tivesse climatização central, e incluía valores por aquisição de terras e obras. A Intel havia recorrido ao Tribunal Superior de Carnataca em julho. O tribunal determinou o pagamento de metade da quantia, ₹ 170 milhões, além dos atrasados, até 28 de agosto daquele ano.[452][453]

Processo por instabilidade de hardware

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Em novembro de 2024, compradores de processadores Raptor Lake abriram uma ação coletiva contra a Intel. Eles alegaram que a companhia sabia dos problemas de instabilidade nos modelos de 13ª e 14ª gerações e não os informou aos clientes.[454]

Problemas com o produto

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Falha FDIV do Pentium

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Em 1994, usuários descobriram que algumas unidades Pentium produziam resultados incorretos em certas divisões de ponto flutuante. A Intel recolheu os processadores afetados depois da repercussão pública.[147]

Falhas de execução transitória

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A execução transitória pode deixar dados protegidos acessíveis por canais laterais. As vulnerabilidades Meltdown e Spectre, divulgadas em 2018, atingiram processadores Intel e de outros fabricantes.[82]

Instabilidade do Raptor Lake

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Processadores Raptor Lake de 13ª e 14ª gerações apresentaram travamentos e degradação. A Intel distribuiu atualizações de microcódigo e ampliou a garantia dos modelos afetados.[455]

Ver também

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  • AMD, principal concorrente da Intel no mercado de processadores x86
  • X86, arquitetura de conjunto de instruções desenvolvida pela Intel
  • Indústria de semicondutores, setor em que a empresa atua
  • Lei de Moore, observação formulada pelo cofundador Gordon Moore

Referências

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