Columbia Pictures
| Columbia Pictures | |
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Logotipo impresso usado desde 1992 | |
| Razão social | Columbia Pictures Industries, Inc. |
| Nome comercial | Columbia Pictures |
| Nome(s) anterior(es) | Columbia Pictures Corporation (1924–1968) |
| Subsidiária | |
| Atividade | Cinema |
| Fundação | 19 de junho de 1918, como Cohn-Brandt-Cohn (CBC) Film Sales Corporation, em Nova Iorque, Estados Unidos 10 de janeiro de 1924, como Columbia Pictures, em Los Angeles, Estados Unidos |
| Fundador(es) | Harry Cohn Jack Cohn Joe Brandt |
| Sede | Edifício Irving Thalberg, Sony Pictures Studios, Culver City, Califórnia, Estados Unidos |
| Área(s) servida(s) | Mundial |
| Proprietário(s) | Sony |
| Pessoas-chave | Peter Kang, presidente de produção Michael Marshall, presidente de assuntos empresariais e administração |
| Produtos | Filmes |
| Empresa-mãe | Sony Pictures Entertainment |
| Subsidiárias | Ghost Corps[1] |
| Antecessora(s) | Cohn-Brandt-Cohn (CBC) Film Sales Corporation (1918–1924) |
| Website | sonypictures.com[a] |
Columbia Pictures Industries, Inc., também chamada de Columbia Pictures, é uma empresa norte-americana de produção e distribuição de filmes. É o principal selo do Sony Pictures Motion Picture Group,[2] divisão da Sony Pictures Entertainment, subsidiária do conglomerado japonês Sony Group Corporation.[3] A Columbia esteve entre os oito grandes estúdios de Hollywood durante a era do sistema de estúdios e fazia parte do grupo chamado "Little Three".[4]
Em 19 de junho de 1918, os irmãos Jack e Harry Cohn e seu amigo e sócio Joe Brandt fundaram o estúdio como Cohn-Brandt-Cohn (CBC) Film Sales Corporation.[5] A empresa adotou o nome Columbia Pictures em 10 de janeiro de 1924, operando como Columbia Pictures Corporation até 23 de dezembro de 1968, abriu seu capital dois anos depois e passou a usar como logotipo a imagem de Colúmbia, personificação feminina dos Estados Unidos. O estúdio foi comprado pela The Coca-Cola Company em 1982[6] e pela Sony em 1989.[7] Desde 1990, sua sede fica no edifício Irving Thalberg, no antigo terreno da Metro-Goldwyn-Mayer, que passou a ser chamado de Sony Pictures Studios, em Culver City, Califórnia.
Nos primeiros anos, a Columbia ocupava uma posição pequena em Hollywood, mas cresceu no fim da década de 1920 graças à parceria com o diretor Frank Capra. Com Capra, Leo McCarey, George Stevens e outros cineastas, o estúdio produziu muitas das comédias malucas do período. Na década de 1930, suas principais estrelas sob contrato eram Jean Arthur e Cary Grant. Na década de 1940, Rita Hayworth tornou-se a principal estrela do estúdio, seguida por nomes como Rosalind Russell, Glenn Ford e William Holden. A empresa também distribuiu as séries de animação Silly Symphony e Mickey Mouse, da Disney, entre 1929 e 1932.
A Columbia Pictures é um dos selos de filmes em imagem real do Sony Pictures Motion Picture Group, ao lado da TriStar Pictures, Screen Gems, Sony Pictures Classics e 3000 Pictures. A Columbia também lança a maior parte dos filmes da Sony Pictures Animation destinados aos cinemas.
História
[editar | editar código]Primeiros anos como CBC Film Sales (1918–1924)
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O estúdio foi fundado em 19 de junho de 1918 como Cohn-Brandt-Cohn (CBC) Film Sales pelos irmãos Jack e Harry Cohn e pelo melhor amigo de Jack, Joe Brandt. Seu primeiro longa-metragem, More to Be Pitied Than Scorned, estreou em 20 de agosto de 1922. Produzido por US$ 20.000, o filme teve êxito e rendeu US$ 130.000 à empresa.[8] Brandt era presidente da CBC Film Sales e cuidava das vendas, do marketing e da distribuição em Nova Iorque junto com Jack Cohn, enquanto Harry Cohn comandava a produção em Hollywood. Os primeiros trabalhos do estúdio eram curtas de baixo orçamento, entre eles Screen Snapshots, Hallroom Boys, estrelado pela dupla de vaudeville Edward Flanagan e Neely Edwards, e filmes de Billy West, antigo imitador de Charlie Chaplin.[9] A recém-criada CBC alugava espaço em um estúdio da chamada Poverty Row, na Gower Street, em Hollywood, conhecida por seus aluguéis baratos. A reputação modesta da companhia levou integrantes da elite de Hollywood a brincar que "CBC" queria dizer Corned Beef and Cabbage, "carne enlatada e repolho".[5]
Reorganização e novo nome
[editar | editar código]Harry Cohn, Jack Cohn e Joe Brandt reorganizaram a CBC como Columbia Pictures Corporation em 10 de janeiro de 1924.[10] Harry Cohn tornou-se presidente em 1932 e continuou como chefe de produção, concentrando os dois cargos. Ficaria à frente da Columbia por 34 anos, uma das permanências mais longas entre dirigentes de estúdios. Na Warner Bros., Jack Warner comandou a produção ou ocupou o cargo de diretor-executivo por mais tempo, mas só assumiu este último posto em 1956. Mesmo em uma indústria onde o nepotismo era comum, a Columbia ganhou fama pela quantidade de parentes de Harry e Jack em cargos elevados. O humorista Robert Benchley chamou a companhia de "Pine Tree Studio", ou "Estúdio Pinheiro", "porque tem tantos Cohns", um trocadilho com cones, "pinhas".[11]
Brandt cansou-se das disputas com os irmãos Cohn e, em 1932, vendeu a eles sua participação de um terço. Harry assumiu a presidência no lugar de Brandt.
O catálogo da Columbia consistia sobretudo em longas de orçamento baixo ou médio e curtas de ação, comédia, esportes, seriados e desenhos animados. Aos poucos, a companhia passou a produzir filmes mais caros e chegou ao segundo nível dos estúdios de Hollywood, ao lado da United Artists e da Universal Pictures. Como essas duas empresas, a Columbia tinha integração horizontal. Controlava a produção e a distribuição, mas não possuía salas de cinema.
A chegada do ambicioso Frank Capra deu novo impulso ao estúdio. Entre 1927 e 1939, Capra pressionou Cohn por roteiros melhores e orçamentos maiores. Uma sequência de sucessos dirigidos por ele no início e em meados da década de 1930 ampliou a posição da Columbia no mercado. It Happened One Night, que quase varreu as principais categorias do Oscar de 1934, transformou a situação do estúdio. Até então, seus negócios dependiam de exibidores dispostos a aceitar os filmes, pois a Columbia não possuía uma rede própria de cinemas. Vieram depois outros êxitos de Capra, entre eles a primeira versão de Lost Horizon (1937), com Ronald Colman, e Mr. Smith Goes to Washington (1939), com James Stewart.
Em 1933, a Columbia contratou Robert Kalloch como chefe de moda e figurinos femininos. Foi o primeiro figurinista contratado diretamente pelo estúdio,[12] e organizou seu departamento de guarda-roupa.[13] A contratação também convenceu atrizes de primeira linha de que a Columbia pretendia investir em suas carreiras.[14]
Em 1938, B. B. Kahane entrou na empresa como vice-presidente. Durante sua gestão foram produzidos Those High Grey Walls (1939), de Charles Vidor, e The Lady in Question (1940), primeiro filme em que Rita Hayworth e Glenn Ford trabalharam juntos. Kahane tornou-se presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas em 1959 e permaneceu no cargo até morrer no ano seguinte.
A Columbia não tinha dinheiro para manter um grande elenco exclusivo, por isso Jack Cohn costumava tomar atores emprestados de outros estúdios. Na Metro-Goldwyn-Mayer, então o estúdio de maior prestígio da indústria, a Columbia ganhou o apelido de "Sibéria", pois Louis B. Mayer usava empréstimos para lá como punição a contratados menos obedientes. Na década de 1930, a Columbia assinou um contrato de longo prazo com Jean Arthur. Depois de The Whole Town's Talking (1935), ela tornou-se uma estrela da comédia. A carreira de Ann Sothern ganhou novo impulso quando a Columbia a contratou em 1936. Cary Grant assinou em 1937, e seu acordo logo foi alterado para um contrato não exclusivo compartilhado com a RKO.
Muitos cinemas dependiam de faroestes para atrair o público nos fins de semana, mercado que a Columbia atendia regularmente. Seu primeiro astro de filmes de caubói foi Buck Jones, contratado em 1930 por uma fração do salário que recebera em um estúdio maior. Nas duas décadas seguintes, a Columbia lançou dezenas de aventuras com Jones, Tim McCoy, Ken Maynard, Jack Luden, Bob Allen, Russell Hayden, Tex Ritter, Ken Curtis e Gene Autry. O caubói mais prolífico do estúdio foi Charles Starrett, contratado em 1935, que estrelou 131 longas ao longo de 17 anos.
Curtas-metragens
[editar | editar código]Por insistência de Harry Cohn, o estúdio contratou os comediantes de vaudeville Três Patetas em 1934. Rejeitados pela MGM, que manteve Ted Healy e dispensou o trio,[15] os Patetas fizeram 190 curtas de comédia física para a Columbia entre 1934 e 1957. O departamento de curtas também empregou comediantes como Buster Keaton, Charley Chase, Harry Langdon, Andy Clyde e Hugh Herbert. Quase 400 das 529 comédias de dois rolos da Columbia chegaram à televisão entre 1958 e 1961. Os trabalhos dos Patetas, Keaton, Charley Chase, Shemp Howard, Joe Besser e Joe DeRita foram depois lançados em vídeo doméstico.[16]
A Columbia incorporou animação ao estúdio em 1929 e assumiu da Paramount Pictures a distribuição dos desenhos de Krazy Kat. No ano seguinte, passou a distribuir as séries Mickey Mouse e Silly Symphony, de Walt Disney, por intermédio da Celebrity Productions, de Pat Powers, acordo que durou até 1932. Em 1933, o estúdio de Charles Mintz foi reorganizado com o nome Screen Gems. Suas principais séries para a Columbia eram Krazy Kat, Scrappy, The Fox and the Crow e, por pouco tempo, Li'l Abner.[17] A Screen Gems foi o último dos grandes estúdios de animação a produzir desenhos em preto e branco, prática mantida até 1946. A empresa fechou naquele ano, mas tinha desenhos prontos em quantidade suficiente para a Columbia continuar lançando-os até 1949.
Em 1948, a Columbia acertou a distribuição de curtas animados da United Productions of America. Esses desenhos tinham uma abordagem visual mais elaborada que as produções anteriores distribuídas pelo estúdio, e muitos receberam prêmios e boa recepção crítica. Bill Hanna e Joe Barbera, da Hanna-Barbera, produziram desenhos para televisão para a Columbia. A companhia pediu à dupla uma série para o cinema e, entre 1959 e 1965, distribuiu os desenhos de Loopy De Loop, sua última série animada feita para exibição cinematográfica. O acordo com a Hanna-Barbera terminou em 1967 e não foi renovado.
No livro King Cohn, Bob Thomas relata que Harry Cohn dava atenção especial aos seriados. A partir de 1937, a Columbia entrou nesse mercado e continuou produzindo aventuras episódicas semanais até 1955, depois que outros estúdios já haviam abandonado o formato. Reexibições de seriados mais antigos continuaram chegando aos cinemas até 1966. Entre os títulos da Columbia baseados em personagens de revistas pulp, histórias em quadrinhos ou rádio estavam The Spider's Web (1938), Mandrake the Magician (1939), The Shadow (1940), Terry and the Pirates (1940), Captain Midnight (1942), The Phantom (1943), Batman (1943) e Superman (1948).
A Columbia também produziu curtas musicais, cinejornais esportivos, em geral narrados pelo locutor Bill Stern, e filmes de viagem. A série Screen Snapshots, com imagens de bastidores de estrelas de Hollywood, era lançada pelo estúdio desde 1920. O produtor e diretor Ralph Staub manteve a série até 1958. Harry Cohn tinha orgulho da longevidade dos Snapshots, e a produção terminou somente depois de sua morte.
Década de 1940
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Na década de 1940, o aumento do público durante a Segunda Guerra Mundial favoreceu o estúdio, assim como a popularidade de sua maior estrela, Rita Hayworth. A Columbia manteve uma extensa lista de contratados até a década de 1950, entre eles Glenn Ford, Penny Singleton, William Holden, Judy Holliday, os Três Patetas, Ann Miller, Evelyn Keyes, Ann Doran, Jack Lemmon, Cleo Moore, Barbara Hale, Adele Jergens, Larry Parks, Arthur Lake, Lucille Ball, Jock Mahoney, Kerwin Mathews e Kim Novak.
Harry Cohn acompanhava de perto os orçamentos e o estúdio aproveitava cenários, figurinos e objetos caros em mais de um filme. Por causa dessa reutilização, muitas produções B e curtas baratos da Columbia tinham aparência mais dispendiosa. Cohn resistia a gastar grandes quantias mesmo em projetos de primeira linha e só em 1943 concordou em usar o processo de três tiras do Technicolor em um longa com atores. A Columbia foi o último dos grandes estúdios a adotar esse processo de cor, então caro. Seu primeiro longa em Technicolor foi o faroeste The Desperadoes, com Randolph Scott e Glenn Ford. Cohn voltou a usar a técnica em Cover Girl, estrelado por Hayworth e lançado em 1944, e na biografia romanceada de Frédéric Chopin, A Song to Remember, com Cornel Wilde, de 1945. Outra cinebiografia, The Jolson Story (1946), com Larry Parks e Evelyn Keyes, começou a ser rodada em preto e branco. Ao ver o andamento do projeto, Cohn descartou o material já filmado e exigiu que a produção fosse refeita em Technicolor.
Em 1948, a decisão antitruste no processo United States v. Paramount Pictures, Inc. obrigou as empresas cinematográficas de Hollywood a vender as redes de salas que possuíam. Como a Columbia não tinha cinemas, passou a competir em condições mais próximas às dos maiores estúdios e logo substituiu a RKO no grupo chamado de "Big Five".
Screen Gems
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Em 1946, a Columbia deixou de usar a marca Screen Gems em seus desenhos animados, mas conservou o nome para outras atividades, entre elas aluguel de filmes de 16 mm e produção de comerciais de televisão. Em 8 de novembro de 1948, adotou o nome Screen Gems para sua subsidiária de produção televisiva após comprar a Pioneer Telefilms, empresa de publicidade televisiva fundada por Ralph Cohn, filho de Jack Cohn.[18] A Pioneer havia sido fundada em 1947 e foi reorganizada como Screen Gems.[18] O estúdio abriu suas portas em Nova Iorque em 15 de abril de 1949.[18] Em 1951, a Screen Gems já funcionava como um estúdio completo de televisão e passou a produzir muitas sitcoms, começando por Father Knows Best, seguida por Dennis the Menace, The Donna Reed Show, Bewitched, Hazel, I Dream of Jeannie, The Monkees e The Partridge Family.
Em 1.º de julho de 1956, Irving Briskin, veterano do estúdio, deixou o cargo de administrador da Columbia Pictures e criou a Briskin Productions, Inc., destinada a lançar séries pela Screen Gems e supervisionar suas produções.[19] Em 10 de dezembro, a Screen Gems entrou na distribuição sindicada de televisão ao comprar a Hygo Television Films, também conhecida como Serials Inc., e sua afiliada United Television Films, Inc. A Hygo havia sido fundada em 1951 por Jerome Hyams, que em 1955 também comprou a United Television Films, criada por Archie Mayers.[20]
Em 1957, dois anos antes de a Columbia encerrar sua relação com a UPA, a Screen Gems assinou um acordo de distribuição com a Hanna-Barbera, produtora de séries como The Flintstones, The Quick Draw McGraw Show, The Huckleberry Hound Show, The Yogi Bear Show, Jonny Quest, The Jetsons e Top Cat. A Screen Gems distribuiu os programas da companhia até 1967, quando a Hanna-Barbera foi vendida à Taft Broadcasting. Em 1960, o estúdio de animação passou a ter ações negociadas em bolsa com o nome Screen Gems, Inc., depois que a Columbia colocou no mercado uma participação de 18%.
Década de 1950
[editar | editar código]Em 1950, a Columbia havia encerrado a maioria de suas séries cinematográficas populares, entre elas Boston Blackie, Blondie, The Lone Wolf, The Crime Doctor e Rusty. Apenas Jungle Jim, lançada pelo produtor Sam Katzman em 1949, continuou até 1955. Katzman produziu dezenas de longas baseados em temas do momento, entre eles dramas policiais, histórias de ficção científica e musicais de rock and roll. A Columbia continuou lançando seriados novos, produzidos por Katzman, até 1956 e comédias de dois rolos, produzidas por Jules White, até 1959, quando outros estúdios já tinham deixado esses formatos.
Com o declínio dos estúdios maiores durante a década de 1950, a situação da Columbia melhorou. Ela não sofreu a enorme perda de receita causada aos concorrentes pela separação de suas redes de cinemas, que em alguns casos representavam mais de 90% da renda. A Columbia continuou a produzir mais de 40 filmes por ano. Entre os títulos dessa fase estavam a adaptação do romance de James Jones, A Um Passo da Eternidade (1953), On the Waterfront (1954) e A Ponte do Rio Kwai (1957), com William Holden e Alec Guinness. Os três ganharam o Oscar de melhor filme. O estúdio também lançou uma adaptação livre do romance distópico de George Orwell, 1984 (filme de 1956).
A Columbia distribuiu ainda produções do estúdio inglês Warwick Films, dos produtores Irving Allen e Albert R. Broccoli, e muitos filmes do produtor Carl Foreman, que vivia na Inglaterra. Também distribuiu alguns títulos da Hammer, igualmente sediada no país.
Em dezembro de 1956, Jack Cohn, cofundador e vice-presidente executivo, morreu.[21] Em 1958, a Columbia criou sua gravadora Colpix Records, administrada inicialmente por Jonie Taps, chefe do departamento musical, e depois por Paul Wexler e Lester Sill. A Colpix funcionou até 1966, quando a Columbia firmou um acordo com a RCA Victor e encerrou o selo em favor da nova Colgems Records.
Década de 1960: após a morte de Harry Cohn
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O presidente da Columbia, Harry Cohn, morreu de ataque cardíaco em fevereiro de 1958. Seu sobrinho Ralph Cohn morreu em 1959, encerrando quase quatro décadas de administração familiar.[22]
A nova direção ficou sob Abe Schneider, que entrara na companhia como office boy logo após concluir o ensino médio, tornara-se diretor em 1929 e avançara pela área financeira da empresa.[23] Em 1963, a Columbia comprou a editora musical Aldon Music.[24]
No fim da década de 1960, a Columbia exibia uma programação bastante desigual, com filmes de formato tradicional, como A Man for All Seasons e Oliver!, ao lado de produções como Easy Rider e The Monkees. Depois de recusar a distribuição dos filmes de James Bond produzidos pela Eon Productions, de Albert R. Broccoli, a Columbia contratou o antigo sócio de Broccoli, Irving Allen, para produzir a série Matt Helm com Dean Martin. A empresa também realizou a paródia de James Bond Casino Royale (1967), em parceria com Charles K. Feldman, que detinha os direitos de adaptação do romance Casino Royale.
Em 1966, o estúdio enfrentava fracassos de bilheteria e começaram a circular rumores de aquisição. A Columbia sobrevivia graças aos lucros da Screen Gems, que também possuía emissoras de rádio e televisão.[25] Em 23 de dezembro de 1968, a Screen Gems fundiu-se com a Columbia Pictures Corporation e passou a integrar a recém-formada Columbia Pictures Industries, Inc., em uma operação de US$ 24,5 milhões.[26] Schneider tornou-se presidente do conselho da holding e Leo Jaffe, presidente da companhia.
Depois da fusão, em março de 1969, a CPI comprou a Bell Records por US$ 3,5 milhões, principalmente em ações da própria CPI, e manteve Larry Uttal na presidência da gravadora.
Década de 1970
[editar | editar código]Quase falido no início da década de 1970, o estúdio passou por uma reorganização ampla. O Gower Street Studios, mais tarde chamado Sunset Gower Studios, foi vendido e uma nova equipe administrativa assumiu. Em 1972, Columbia e Warner Bros. criaram uma parceria chamada The Burbank Studios, pela qual as duas companhias compartilhavam o terreno dos estúdios da Warner em Burbank.
Em 1971, a Columbia Pictures criou a editora de partituras Columbia Pictures Publications, com Frank J. Hackinson como vice-presidente e gerente-geral. Mais tarde, ele tornou-se presidente.[27]
Em 1973, Allen & Co adquiriu uma participação financeira na Columbia Pictures Industries e Alan Hirschfield foi nomeado diretor-executivo,[28] sucedendo Leo Jaffe, que passou à presidência do conselho. Stanley Schneider, filho de Abe Schneider, foi substituído no comando do estúdio Columbia Pictures por David Begelman, subordinado a Hirschfield. Alguns anos depois, Begelman envolveu-se em um escândalo de falsificação de cheques que prejudicou a imagem do estúdio.
Em 6 de maio de 1974, a Columbia abandonou o nome Screen Gems para sua divisão de televisão, rebatizada de Columbia Pictures Television. O nome foi proposto por David Gerber, então presidente da divisão.[29] No mesmo ano, a Columbia Pictures comprou a Rastar Pictures, que abrangia Rastar Productions, Rastar Features e Rastar Television. Ray Stark criou então a Rastar Films, nova encarnação da Rastar Pictures, comprada pela Columbia Pictures em fevereiro de 1980.[30]
A Columbia também reorganizou seus negócios de música e gravação. Clive Davis foi contratado em 1974 como consultor de discos e música e depois tornou-se presidente interino da Bell Records. Seu objetivo era revitalizar a divisão musical da Columbia Pictures. Com um investimento de US$ 10 milhões da CPI e a reorganização dos antigos selos Colpix, Colgems e Bell, Davis lançou a Arista Records em novembro de 1974 e ficou com 20% da nova empresa. A Columbia controlou o selo até 1979, quando o vendeu à Ariola Records. Em agosto de 1976, a empresa vendeu ainda seu negócio editorial musical, Columbia-Screen Gems, à EMI por US$ 15 milhões.[31] Os dois negócios voltariam a pertencer ao mesmo grupo da Columbia Pictures sob a Sony.
Em dezembro de 1976, a Columbia Pictures comprou a fabricante de jogos de fliperama D. Gottlieb & Co. por US$ 50 milhões.[32]
Em 1978, Begelman foi suspenso por desviar dinheiro da Columbia. Hirschfield acabou afastado depois de se recusar a reconduzi-lo ao cargo.[33][34] Begelman renunciou depois e foi substituído por Daniel Melnick em junho de 1978.[35] Fay Vincent foi contratado no lugar de Hirschfield.
Frank Price tornou-se presidente de produção em 1978. Em março de 1979, assumiu a presidência da Columbia Pictures no lugar de Melnick.[35] Durante sua gestão, nove dos dez filmes de maior bilheteria da história da Columbia até então foram lançados.[36]
No segundo semestre de 1978, Kirk Kerkorian, empresário de cassinos de Las Vegas que também controlava a Metro-Goldwyn-Mayer, comprou 5,5% da Columbia Pictures.[37] Em 20 de novembro, anunciou que pretendia fazer uma oferta para adquirir outros 20% do estúdio.[37] Em 14 de dezembro, celebrou um acordo com a Columbia pelo qual se comprometia a não ultrapassar 25% nem tentar assumir o controle da empresa por pelo menos três anos.[37]
Em 15 de janeiro de 1979, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma ação antitruste para impedir Kerkorian de manter participação na Columbia ao mesmo tempo que controlava a MGM.[37] Em 19 de fevereiro, a Columbia Pictures Television comprou a TOY Productions, produtora fundada em 1976 por Bud Yorkin e pelos roteiristas Saul Turteltaub e Bernie Orenstein.[38] Em maio, Kerkorian adquiriu outras 214.000 ações, elevando sua participação para 25%.[37] O julgamento começou em 2 de agosto e, no dia 14, o tribunal decidiu a favor de Kerkorian.[37] Também em 1979, a Columbia firmou um acordo com a Time-Life Video para lançar 20 títulos em videocassete.[39]
Década de 1980: Coca-Cola, Tri-Star e outras aquisições e empreendimentos
[editar | editar código]Em 30 de setembro de 1980, Kerkorian processou a Columbia, acusando-a de ignorar os interesses dos acionistas e violar um acordo firmado com ele.[37] Em 2 de outubro, a Columbia respondeu acusando-o de conspirar com Nelson Bunker Hunt para assumir o controle da companhia.
Em 1981, Kerkorian vendeu de volta à CPI sua participação de 25% na Columbia.[37] A Columbia Pictures comprou depois 81% da Walter Reade Organization, proprietária de 11 cinemas, e adquiriu os 19% restantes em 1985.
Por essa época, a Columbia colocou em turnaround, interrompendo o desenvolvimento e liberando-o para outros interessados, o projeto de Steven Spielberg que sucederia Close Encounters of the Third Kind, chamado Night Skies. O projeto acabou se transformando em E.T. O Extraterrestre, que se tornou o filme de maior bilheteria de seu tempo. A Columbia recebeu parte dos lucros por sua participação no desenvolvimento.[40]
Em 17 de maio de 1982, a Columbia Pictures comprou a Spelling-Goldberg Productions por mais de US$ 40 milhões.[41][42] Com uma situação financeira mais saudável, em grande parte após sucessos como Kramer vs. Kramer, Stir Crazy, The Blue Lagoon e Stripes, a Columbia foi comprada pela The Coca-Cola Company em 22 de junho de 1982 por US$ 750 milhões.[43]
Frank Price combinou grandes êxitos como Tootsie, Gandhi, The Karate Kid, The Big Chill e Ghostbusters com fracassos caros. Para dividir o aumento dos custos de produção, a Coca-Cola trouxe dois investidores externos cujas experiências anteriores em Hollywood não haviam prosperado. Em 1982, Columbia, HBO, da Time Inc., e CBS anunciaram uma empresa conjunta chamada "Nova Pictures", depois rebatizada de Tri-Star Pictures.[44] Em 1983, após uma disputa com a Coca-Cola, Price deixou a Columbia e voltou à Universal.[45] Guy McElwaine assumiu seu lugar.[46]
No início da década de 1980, Columbia e Tri-Star Pictures montaram uma parceria de financiamento cinematográfico com a Delphi Film Associates, que adquiriu participações em diferentes lançamentos. Em 1984, a Delphi Film Associates III comprou uma participação no conjunto de filmes da Tri-Star e da Columbia daquele ano e preparou uma oferta de US$ 60 milhões para financiar produções.[47] No mesmo ano, a Columbia Pictures comprou os direitos de Hardbodies, originalmente planejado para o Playboy Channel.[48]
A Columbia Pictures ampliou seus negócios de publicação musical durante a década. Comprou a Big 3 Publishing, que reunia as antigas operações de partituras de Robbins, Feist e Miller, da MGM/UA Communications Co. em 1983, a Belwin-Mills Publishing da Simon & Schuster em 1985 e a Al Gallico Music em 1987.[49][50][51]
Em 18 de junho de 1985, a empresa controladora da Columbia comprou por US$ 485 milhões a Embassy Communications, Inc., de Norman Lear e Jerry Perenchio, incluindo Embassy Pictures, Embassy Television, Tandem Productions e Embassy Home Entertainment. O interesse estava sobretudo no catálogo de séries de televisão, que continha All in the Family e The Jeffersons.[52] Em 16 de novembro de 1985, a CBS deixou a sociedade da Tri-Star.[53]
Em 1986 ocorreram novas mudanças. Para ampliar os negócios de televisão, a empresa controladora da Columbia comprou em 5 de maio a Merv Griffin Enterprises por US$ 250 milhões. A companhia produzia Wheel of Fortune, Jeopardy!, Dance Fever e The Merv Griffin Show.[54][55]
Em 28 de agosto, o Columbia Pictures Television Group comprou a Danny Arnold Productions, Inc. O acordo incluía os direitos de Arnold sobre a sitcom Barney Miller, da Four D Productions, e outras séries, entre elas Fish, A.E.S. Hudson Street e Joe Bash. Arnold desistiu de processos federais e estaduais contra o estúdio de televisão, nos quais alegava violações antitruste, fraude e quebra de dever fiduciário.[56][57][58]
A Coca-Cola vendeu a divisão Embassy Pictures a Dino De Laurentiis, que a incorporou à Dino De Laurentiis Productions, Inc. e rebatizou a companhia como De Laurentiis Entertainment Group. A Embassy Home Entertainment foi vendida à Nelson Entertainment. A Coca-Cola conservou o nome, o logotipo e a marca Embassy Pictures. A HBO foi a última sócia externa a deixar a Tri-Star, vendendo suas ações à Columbia.[59] A Tri-Star entrou depois na produção televisiva com a nova divisão Tri-Star Television.
No mesmo ano, a Columbia contratou o produtor britânico David Puttnam para comandar o estúdio. Puttnam tentou concentrar a produção em filmes menores, em vez de grandes projetos comerciais. Suas críticas ao modelo de produção norte-americano, somadas aos fracassos de bilheteria da maior parte dos filmes aprovados por ele, geraram atritos com a Coca-Cola e com integrantes da indústria.
Puttnam também deixou expirar contratos para vários filmes com cineastas como Norman Jewison antes que todos os projetos previstos fossem entregues.[60] Sob seu comando, foi montado um pacote de US$ 270 milhões em produções internas e aquisições. A programação prevista de 25 longas tinha custo médio de US$ 10,78 milhões, cerca de US$ 4 milhões abaixo da média da Columbia antes de sua chegada, e continha aquisições de baixo custo como School Daze, de Spike Lee, feito por US$ 5 milhões.[61]
Em 22 de outubro de 1986, Greg Coote foi nomeado executivo da Columbia Pictures, parte dos esforços de Puttnam para ampliar a atuação internacional do estúdio.[62] Em 17 de dezembro, a companhia comprou 30% da Roadshow, Coote & Carroll, dirigida por Coote. A empresa pretendia fornecer filmes e minisséries para ampliar o catálogo cinematográfico e televisivo da Columbia.[63]
Em 26 de junho de 1987, a Coca-Cola vendeu a Walter Reade Organization à Cineplex Odeon Corporation.[64] Em 14 de outubro, a divisão de entretenimento da Coca-Cola investiu US$ 30 milhões na Castle Rock Entertainment junto com cinco executivos de Hollywood. A Coca-Cola ficou com 40% da empresa e os executivos, com 60%.[65]
Período Columbia Pictures Entertainment (1987–1989)
[editar | editar código]A instabilidade do negócio cinematográfico preocupava os acionistas da Coca-Cola. Depois do fracasso comercial e crítico de Ishtar, a companhia separou seus ativos de entretenimento em 21 de dezembro de 1987 e vendeu-os à Tri-Star Pictures por US$ 3,1 bilhões. A Tri-Star Pictures, Inc. passou a chamar-se Columbia Pictures Entertainment, Inc. (CPE), com a Coca-Cola detendo 80% da empresa.[66] Os dois estúdios continuaram produzindo e distribuindo filmes sob seus nomes próprios.[67]
Puttnam foi afastado depois de apenas um ano.[68] Dawn Steel assumiu seu lugar. Outras operações menores foram criadas, entre elas Nelson Entertainment, uma sociedade com parceiros britânicos e canadenses, Triumph Films, em parceria com a francesa Gaumont e depois transformada em selo de baixo orçamento, e Castle Rock Entertainment.
Em 2 de janeiro de 1988, Columbia/Embassy Television e Tri-Star Television foram reunidas na nova Columbia Pictures Television, enquanto a Embassy Communications passou a chamar-se ELP Communications e ficou encarregada dos direitos autorais das produções televisivas da Embassy. No começo daquele ano, a CPE relançou a Triumph Films como Triumph Releasing Corporation. A empresa prestava serviços administrativos para a distribuição dos filmes da Columbia e da Tri-Star na América do Norte e cuidava das vendas, marketing e distribuição internacional sob orientação de cada estúdio. Patrick N. Williamson tornou-se chefe da Triumph.[69]
Em 16 de janeiro de 1988, as ações da CPE caíram ligeiramente em seu primeiro dia de negociação na Bolsa de Valores de Nova Iorque. A Coca-Cola distribuiu 34,1 milhões de suas ações da Columbia a seus próprios acionistas, reduzindo sua participação na CPE de 80% para 49%.[70] Em 13 de abril de 1988, a CPE separou a Tri-Star Pictures, Inc. como empresa reorganizada do estúdio Tri-Star.[71]
Em abril de 1988, a CPE vendeu suas operações de publicação musical à britânica Filmtrax.[72] A Filmtrax foi comprada pela Thorn EMI em 1990.[73] Em junho de 1988, a CPE anunciou a venda da Columbia Pictures Publications, responsável pelas partituras impressas, à firma de investimentos Boston Ventures. O negócio passou a chamar-se CPP/Belwin.[74] A Warner Chappell Music, da Warner Bros., comprou a CPP/Belwin em 1994.[75]
Em 2 de fevereiro de 1989, a Columbia Pictures Television e a Act III Communications, de Norman Lear, criaram a sociedade Act III Television, depois chamada Act III Productions, para produzir séries de televisão.[76][77]
Período Sony (1989–presente)
[editar | editar código]Em 28 de setembro de 1989, o grupo Columbia Pictures foi vendido por US$ 3,4 bilhões à fabricante de eletrônicos Sony, uma das empresas japonesas que compravam ativos norte-americanos durante a bolha financeira e imobiliária japonesa.[78] A venda deu lucro à Coca-Cola sobre seu investimento no estúdio.[79][80]
A Sony contratou os produtores Peter Guber e Jon Peters para comandar conjuntamente a produção e comprou a Guber-Peters Entertainment Company, antiga Barris Industries, por US$ 200 milhões em 29 de setembro de 1989.[81] Guber e Peters haviam acabado de assinar um contrato de longo prazo com a Warner Bros., onde trabalhavam desde 1983. A Warner Bros., então subsidiária da Warner Communications, processou a Sony em US$ 1 bilhão.[82] A Sony concluiu a compra da CPE em 8 de novembro e a aquisição da Guber-Peters no dia seguinte.
Em 1.º de dezembro de 1989, Guber e Peters contrataram Alan J. Levine, advogado de longa data da GPEC, como presidente e diretor de operações do recém-criado Filmed Entertainment Group (FEG) da Columbia.[83] O FEG reunia Columbia Pictures, Tri-Star Pictures, Triumph Releasing, Columbia Pictures Television, Columbia Pictures Television Distribution, Merv Griffin Enterprises, RCA/Columbia Pictures Home Video, chamada internacionalmente de RCA/Columbia Pictures International Video, Guber-Peters Entertainment Company e empresas auxiliares e de distribuição.
Década de 1990
[editar | editar código]Em 1990, a Sony acabou pagando centenas de milhões de dólares, cedeu metade de sua participação no negócio de vendas por correspondência Columbia House Records Club e comprou da Time Warner o antigo terreno dos estúdios da Metro-Goldwyn-Mayer em Culver City. A Warner Communications o havia adquirido ao comprar a Lorimar-Telepictures em 1989. A operação encerrou a parceria Burbank Studios. Inicialmente rebatizado Columbia Studios, o terreno recebeu US$ 100 milhões em reformas e passou a chamar-se Sony Pictures Studios.
Guber e Peters procuraram justificar o alto custo das aquisições, mas, ao lado de alguns êxitos, vieram muitos fracassos caros. Naquele ano, Frank Price tornou-se presidente do conselho da Columbia Pictures. Sua Price Entertainment, Inc., fundada em 1987, foi incorporada à Columbia em março de 1991. Price saiu da empresa em 4 de outubro de 1991. O executivo da Warner Bros. Mark Canton assumiu seu lugar, enquanto Price reativou a Price Entertainment como Price Entertainment Company e assinou um acordo não exclusivo com a SPE.[84]
Peters foi demitido por Guber em 1991. Guber deixou a empresa em 1994 e criou a Mandalay Entertainment no ano seguinte.[85] Toda a operação foi reorganizada com o nome Sony Pictures Entertainment em 7 de agosto de 1991.[86] A TriStar, que já havia abandonado oficialmente o hífen no nome, relançou sua divisão de televisão em outubro.
Em dezembro de 1991, a SPE criou a Sony Pictures Classics para filmes de arte e circuito especializado. A empresa foi comandada por Michael Barker, Tom Bernard e Marcie Bloom,[87] que antes haviam trabalhado na United Artists Classics e na Orion Classics.
A Sony registrou em 1994 uma baixa contábil de US$ 2,7 bilhões relacionada ao investimento na Columbia. John Calley assumiu a presidência da SPE em novembro de 1996 e nomeou Amy Pascal presidente da Columbia Pictures e Chris Lee presidente de produção da TriStar. Na primavera seguinte, os estúdios voltavam a crescer e estabeleceram um novo ritmo de bilheteria.[88] Em 7 de dezembro de 1992, a Sony Pictures também havia comprado o catálogo de programas de auditório de Barry & Enright.[89]
Em 21 de fevereiro de 1994, Columbia Pictures Television e TriStar Television fundiram-se e formaram a Columbia TriStar Television (CTT).[90][91][92] A nova empresa passou a controlar Wheel of Fortune e Jeopardy! depois de incorporar a Merv Griffin Enterprises em junho.[93][94] No mesmo ano, a companhia comprou a Stewart Television, produtora de programas como Pyramid e Chain Reaction. Em 21 de julho de 1995, a Sony Pictures associou-se à Jim Henson Productions para criar a Jim Henson Pictures.[95][96]
Na década de 1990, a Columbia anunciou planos para criar uma série concorrente de James Bond, pois possuía os direitos de Casino Royale e pretendia fazer uma terceira versão de Thunderball com Kevin McClory. A MGM e a Danjaq, proprietárias da franquia, processaram a Sony Pictures em 1997. O litígio terminou dois anos depois com um acordo extrajudicial. A Sony cedeu os direitos de Casino Royale por US$ 10 milhões e recebeu também os direitos cinematográficos de Homem-Aranha.[97]
O super-herói tornou-se a franquia de maior êxito comercial da Columbia.[98] O primeiro filme, Homem-Aranha, estreou em 2002. Até 2021, sete continuações haviam sido lançadas e somavam mais de US$ 2,5 bilhões nos Estados Unidos.[99] Entre a estreia da primeira e da segunda continuação, em 2004 e 2007, a Sony liderou um consórcio que comprou a MGM e obteve direitos de distribuição sobre a franquia James Bond.
Em 1997, a Columbia Pictures foi o estúdio de cinema de maior bilheteria nos Estados Unidos, com US$ 1,256 bilhão. Em 1998, Columbia e TriStar foram reunidas no Columbia TriStar Motion Picture Group, também chamado Columbia TriStar Pictures, embora os dois estúdios continuassem produzindo e distribuindo filmes com seus próprios nomes. Pascal permaneceu presidente da Columbia Pictures e Lee tornou-se chefe de produção do grupo reunido.[100]
Em 8 de dezembro de 1998, a Sony Pictures Entertainment reativou a marca Screen Gems como distribuidora de filmes de terror e produções independentes depois de encerrar a Triumph Films.[101] Em 1999, a TriStar Television foi incorporada à CTT. Dois anos depois, a Columbia Pictures Television também foi incorporada à empresa.
Década de 2000
[editar | editar código]Na década de 2000, a Sony ampliou seu calendário de lançamentos ao apoiar a Revolution Studios, produtora e distribuidora dirigida por Joe Roth. Em 25 de outubro de 2001, Columbia TriStar Television e Columbia TriStar Television Distribution fundiram-se para formar a Columbia TriStar Domestic Television.[102] Em 16 de setembro de 2002, o nome foi alterado para Sony Pictures Television.[103]
Também em 2002, a Columbia bateu o recorde de receita cinematográfica doméstica anual, com US$ 1,575 bilhão, superando o próprio recorde de US$ 1,256 bilhão estabelecido em 1997. A maior parte do total veio de filmes como Homem-Aranha, Men in Black II e XXX.[104]
Em 2004, o estúdio voltou a liderar a bilheteria doméstica,[104] com mais de US$ 1,338 bilhão graças a filmes como Homem-Aranha 2, 50 First Dates e The Grudge.[105] Em 2006, sucessos como O Código Da Vinci, The Pursuit of Happyness, Monster House, Casino Royale e Open Season levaram a Columbia novamente ao primeiro lugar. O total anual de US$ 1,711 bilhão estabeleceu então um recorde para qualquer estúdio, superado pela Warner Bros. em 2009.[106]
Década de 2010
[editar | editar código]Em 29 de outubro de 2010, Matt Tolmach, copresidente da Columbia Pictures, deixou o cargo para produzir O Espetacular Homem-Aranha e sua continuação, The Amazing Spider-Man 2. Doug Belgrad, o outro copresidente, tornou-se presidente único do estúdio. Belgrad e Tolmach dividiam a presidência desde 2008 e trabalhavam juntos desde 2003.[107][108] No mesmo dia, Hanna Minghella foi nomeada presidente de produção da Columbia.[107][108]
Em 18 de novembro de 2012, a Sony Pictures anunciou ter ultrapassado US$ 4 bilhões em receita mundial com os lançamentos da Columbia Skyfall, O Espetacular Homem-Aranha, 21 Jump Street, Men in Black III e Hotel Transylvania, além dos filmes da Screen Gems Underworld: Awakening, The Vow e Resident Evil: Retribution.[109]
Em 16 de julho de 2014, Doug Belgrad foi nomeado presidente do Sony Pictures Entertainment Motion Picture Group.[110] Ele deixou o posto em junho de 2016. Em 2 de junho, Sanford Panitch, que comandava a produção internacional em idiomas locais do estúdio, foi nomeado presidente da Columbia Pictures.[111]
Em 2019, a Sony Interactive Entertainment criou a PlayStation Productions para adaptar franquias de jogos PlayStation ao cinema e à televisão. A iniciativa aproximou a SIE da Sony Pictures Entertainment, e a maior parte dos filmes da PlayStation Productions passou a ser lançada pela Columbia Pictures.
Década de 2020
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Em abril de 2021, a Sony fechou acordos com a Netflix e a The Walt Disney Company para que seus títulos lançados entre 2022 e 2026 chegassem posteriormente à Netflix, Hulu e Disney+. A Netflix comprou direitos exclusivos para a primeira janela de televisão paga, normalmente iniciada após a exploração inicial dos filmes em cinema e vídeo sob demanda.[112] A Disney adquiriu os direitos da janela seguinte para exibição no Disney+, Hulu e nas redes lineares de televisão da empresa.[113]
Em 17 de dezembro de 2021, a Columbia lançou Spider-Man: No Way Home. O filme arrecadou mais de US$ 1 bilhão e foi o primeiro lançamento desde o começo da pandemia de COVID-19 a ultrapassar essa marca.[114][115] Tornou-se a maior bilheteria já distribuída pela Sony Pictures,[116] posição assumida em 2026 por Homem-Aranha: Um Novo Dia, que havia ultrapassado US$ 2,022 bilhões em agosto daquele ano.[117]
Em 10 de janeiro de 2024, a Sony Pictures comemorou o centenário da fundação da Columbia Pictures com um novo logotipo animado. O logotipo impresso do centenário já havia sido apresentado em 14 de novembro de 2023.[118][119] A animação, usada nos lançamentos da Columbia em 2024, estreou nos cinemas durante o relançamento de Homem-Aranha: Através do Aranhaverso (2023).[120]
Em 31 de janeiro de 2024, foi anunciada a participação da Columbia Pictures no projeto da Kojima Productions sob o título provisório Physint, desenvolvido em parceria com a Sony Interactive Entertainment. O projeto foi apresentado como um jogo de ação e espionagem que pretende aproximar a linguagem dos videogames e do cinema, com produção plena prevista para depois de Death Stranding 2: On the Beach.[121][122]
Produção cinematográfica internacional
[editar | editar código]Em 1998, a Columbia Pictures começou a criar unidades de filmes em idiomas locais no Brasil, Alemanha, Rússia, Ásia e Índia. Também manteve unidades de duração mais curta na Espanha e no México.[123][124]
Brasil
[editar | editar código]A unidade brasileira integrou essa expansão da Columbia para a produção em idiomas locais. Em 2000, a Columbia TriStar Brazil entrou como coprodutora e distribuidora de Eu Tu Eles, de Andrucha Waddington.[125] A base da Cinemateca Brasileira registra Columbia, Sony Pictures Entertainment, Conspiração Filmes e Columbia Tristar Filmes do Brasil entre as companhias produtoras do longa.[126]
A estrutura empresarial da Sony no país mantém a razão social Columbia TriStar Filmes do Brasil Ltda. para atividades de cinema, televisão e entretenimento doméstico. A Sony também mantém em São Paulo a produtora Floresta Realizações Audiovisuais Ltda.[127]
Alemanha
[editar | editar código]A Deutsche Columbia Pictures Filmproduktion produz filmes destinados aos territórios de língua alemã. Seu primeiro longa foi Anatomy, que se tornou o filme em alemão de maior bilheteria de 2000. Depois dos resultados comerciais de What to Do in Case of Fire?, Viktor Vogel - Commercial Man, Big Girls Don't Cry e Anatomy 2, a unidade foi fechada em 2003.[128] Ela foi reaberta em 2008 e seu primeiro novo filme, Friendship!, estreou em 2010.[124]
Ásia
[editar | editar código]A Columbia Pictures Film Production Asia, sediada em Hong Kong, produzia filmes para territórios de língua chinesa.[129] Entre suas produções estavam Nenhum a Menos, O Tigre e o Dragão, Big Shot's Funeral e Kung Fu Hustle. A unidade fechou após o lançamento do filme de Hong Kong Jump, em 2009. Em 2014, a Columbia Pictures começou a firmar parcerias com produtoras chinesas para realizar filmes em língua chinesa, começando por Monk Comes Down the Mountain, lançado em 2015.[130]
Portugal
[editar | editar código]Em Portugal, os filmes da Sony eram distribuídos pela Columbia TriStar Warner. A empresa encerrou seus escritórios portugueses no fim de março de 2014.[131] A partir de abril daquele ano, a Big Picture Films passou a distribuir nos cinemas o catálogo da Sony Pictures em Portugal e nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa.[132] As atividades empresariais da Sony Pictures referentes a cinema, televisão e entretenimento doméstico em Espanha e Portugal ficam sob a Sony Pictures Entertainment Iberia SLU.[133]
Logotipo
[editar | editar código]O logotipo da Columbia Pictures mostra a chamada "Torch Lady", uma mulher com uma tocha e um tecido drapeado que personifica Colúmbia, figura feminina dos Estados Unidos. O desenho passou por seis mudanças principais.[134][135][136] A imagem é frequentemente comparada à Estátua da Liberdade, que inspirou o logotipo.[136]
História
[editar | editar código]Em 1924, a Columbia Pictures usava um logotipo com uma mulher vestida como soldado romano, segurando um escudo na mão esquerda e um feixe de trigo na direita. O desenho baseava-se na atriz Doris Doscher, modelo também associada ao Standing Liberty quarter, moeda norte-americana cunhada entre 1916 e 1930, embora a versão do estúdio tivesse cabelos mais longos.[137]
Em 1928, a Columbia passou a usar dois logotipos. Um deles mostrava uma nova mulher com coroa radiada e peplo, segurando uma tocha no centro de um anel em forma de fita semelhante ao logotipo da MGM. Trazia o lema "Gems of the Screen", inspirado na canção "Columbia, the Gem of the Ocean".[138] No outro, a mulher vestia uma bandeira drapeada e segurava uma tocha que emitia raios de luz. Usava um adorno de cabeça, estola e palla da Roma Antiga. Acima dela aparecia, em arco, "A Columbia Production", "A Columbia Picture" ou "Columbia Pictures Corporation". A ilustração baseou-se na atriz Evelyn Venable, que mais tarde deu voz à Fada Azul em Pinóquio. O primeiro dos logotipos continuou nos intertítulos finais de filmes até 1933. Seu lema inspirou depois o nome Screen Gems.
Em 1936, o desenho ganhou a configuração que se tornaria familiar. A Torch Lady passou a ficar sobre um pedestal, perdeu o adorno de cabeça e recebeu atrás de si a palavra "Columbia" em letras que pareciam talhadas. A animação também mudou, com a luz irradiando da tocha diante de um fundo de nuvens. Jane Chester Bartholomew, natural de Burgettstown, Pensilvânia, e descoberta por Harry Cohn enquanto trabalhava como figurante na Columbia, posou como a Torch Lady.[139]
O logotipo recebeu diferentes variações. Uma versão colorida foi feita em 1943 para The Desperadoes.[136] Dois anos antes, a bandeira havia sido substituída por um tecido sem marcas.[134][135] Essa alteração veio após a aprovação de uma lei federal que proibia o uso da bandeira norte-americana como roupa. Na década de 1950, a vestimenta da mulher foi redesenhada e sombreada, com decote mais profundo e um dos pés, calçado com chinelo, visível. Taxi Driver (1976) foi um dos últimos filmes lançados antes de uma nova reformulação da Torch Lady. Um tema de metais de caráter grandioso, comparável ao empregado pela 20th Century Fox, acompanhou o logotipo de 1936 e os dois desenhos de 1928. A versão de 1936 permaneceu em uso por cerca de quarenta anos, a mais longa duração de um logotipo do estúdio.
Entre 1955 e 1963, a Columbia usou a Torch Lady do desenho de 1936 sob a marca Screen Gems, que se apresentava oficialmente como parte dos "estúdios de Hollywood da Columbia Pictures", frase ouvida no encerramento de algumas séries da empresa.
De 1976 a 1993,[134] a Columbia Pictures usou dois desenhos principais. O primeiro, empregado de 1976 a 1981, além de material promocional desde 1975 e de alguns territórios internacionais até 1982, mostrava sobretudo um clarão de raios representando a luz da tocha. A Torch Lady aparecia brevemente na abertura. A música que acompanhava o logotipo foi composta por Suzanne Ciani. A personagem voltou em 1981 em uma forma muito mais lisa, comparada ao formato de uma garrafa de Coca-Cola.[134] O estúdio contratou o pioneiro de efeitos visuais Robert Abel para animar os dois logotipos. O processo usou mais de cinquenta exposições de luz, incluindo rastros luminosos e passagens por filtros especiais.[140] Os lemas dos desenhos de 1976 e 1981 eram, respectivamente, "Let us entertain you" e "Movies That Matter". Jane Chester Bartholomew foi a modelo da Torch Lady por mais tempo, de 1936 a 1993.
De 1982 a 1985, a Columbia usou o logotipo de 1981 na Triumph Films, colocando a Torch Lady sob o Arco do Triunfo e empregando as assinaturas "A Columbia Pictures/Gaumont Company" e "A Columbia Gaumont Company". Durante o período sob a Coca-Cola, uma versão creme da personagem foi usada no logotipo da Columbia Pictures Television com a assinatura "A Unit of the Coca-Cola Company", de 1982 a 1987. Depois da venda da Columbia à Tri-Star, a assinatura tornou-se "A unit of Columbia Pictures Entertainment, Inc." em 1988. Em 1989, o desenho voltou a aproximar-se da versão original de 1981. A assinatura desapareceu em 1991, após a mudança do nome Columbia Pictures Entertainment para Sony Pictures Entertainment. Os logotipos de 1981, 1936 e 1976 voltaram a aparecer em determinados lançamentos da Columbia no século XXI para combinar com a época em que os filmes eram ambientados.
Em 1992 foi criado o desenho que se tornaria a versão de uso mais longo e mais difundida da marca. A divisão de televisão foi a primeira a empregá-lo. Os filmes passaram a usá-lo no ano seguinte, quando Peter Guber contratou Scott Mednick e o Mednick Group para criar logotipos para as propriedades de entretenimento da Sony Pictures.[141]
Mednick contratou o artista de Nova Orleans Michael Deas[142] para repintar digitalmente o logotipo e devolver à Torch Lady uma aparência mais próxima do desenho clássico.[143] Uma lenda urbana dizia que a atriz Annette Bening havia servido de modelo. O rosto de Bening foi posteriormente colocado sobre a Torch Lady na abertura de What Planet Are You From? (2000), como piada interna, já que ela fazia parte do elenco.
Michael Deas contratou Jennifer Joseph, artista gráfica de 28 anos do jornal The Times-Picayune, para servir de modelo.[144] Com pouco tempo disponível, Joseph posou durante seu intervalo de almoço. Foi a única vez em que trabalhou como modelo. Ela havia descoberto recentemente que estava grávida.[145] Deas também contratou Kathy Anderson, fotógrafa do The Times-Picayune, para fazer as fotografias de referência.[146]
A animação foi criada em 1993 pela Synthespian Studios, por Jeff Kleiser e Diana Walczak, que transformaram elementos bidimensionais da pintura em uma animação tridimensional.[147] Jonathan Elias compôs a música usada no logotipo. A associação do estúdio com a Sony não passou a ser mencionada na tela até 1996. Em 1999, a Sony apresentou uma versão com um "75" estilizado atrás da Torch Lady para comemorar o 75.º aniversário da Columbia e adotou o lema "Lighting Up Screens Around the World". Essa variante também apareceu em comerciais de VHS dos lançamentos domésticos da Columbia em 1999.
Em 2012, a pintura do logotipo foi exposta no Ogden Museum of Southern Art, em Nova Orleans. Deas disse à emissora WWL-TV que nunca imaginara que o trabalho chegaria às telas de cinema, permaneceria em uso vinte anos depois ou acabaria exposto em um museu.[148]
Em 14 de novembro de 2023, a Sony apresentou um logotipo especial para o centenário do estúdio, com a Torch Lady dentro de um "100" estilizado. Em 10 de janeiro de 2024, data do centenário da fundação da Columbia Pictures, foi divulgada uma animação que percorria versões anteriores da marca, com tratamento visual inspirado nos filmes de Spider-Verse. A identidade foi usada nos lançamentos da Columbia em 2024.[149]
O logotipo iniciado em 1993 também foi usado no Screen Gems Network, entre 1999 e 2002, e no Columbia Showcase Theatre, entre 2000 e 2014. Os dois eram blocos de programação, já encerrados, que exibiam respectivamente séries e filmes pertencentes à Sony Pictures.
A Columbia Pictures Television usou a Torch Lady como logotipo de 1982 até o encerramento da empresa, em 2001. Em 1994, a companhia havia sido fundida à TriStar Television para formar a Columbia TriStar Television. Na distribuição de vídeo doméstico, a Columbia usou a Torch Lady entre 1981 e 2006. O negócio operou como Columbia Pictures Home Entertainment de 1978 a 1982, RCA/Columbia Pictures International Video de 1981 a 1991 e RCA/Columbia Pictures Home Video de 1982 a 1991. Em 1991, foi reunido à TriStar e passou a chamar-se Columbia TriStar Home Video, nome mantido até 2001, quando se tornou Columbia TriStar Home Entertainment. A Torch Lady e o Pégaso da TriStar foram combinados em um único logotipo nas divisões de distribuição de televisão e vídeo doméstico. Quando essas empresas foram reorganizadas como Sony Pictures Television e Sony Pictures Home Entertainment, em 2002 e 2006, as duas figuras foram substituídas pelas linhas verticais do logotipo da Sony.
- Logotipo usado de 1924 a 1928.
- Logotipo usado de 1928 a 1936.
- Logotipo usado em material impresso de 1936 a 1975 e nas telas de 1936 a 1976.
- Logotipo usado inicialmente em material promocional em 1975 e nas telas de 1976 a 1982.
- Logotipo usado de 1981 a 1989.
- Logotipo usado de 1989 a 1992.
- Logotipo usado em material promocional de 1992 a 1993, durante a transição em que a Sony reuniu Columbia Pictures e TriStar Pictures na Sony Pictures Entertainment.
Filmografia
[editar | editar código]Para a filmografia do estúdio, veja Lista de filmes produzidos pela Columbia Pictures.
† Filme em cartaz na semana iniciada em 4 de setembro de 2026.
Filmes de maior bilheteria
[editar | editar código]| Posição | Título | Ano | Bilheteria |
|---|---|---|---|
| 1 | Homem-Aranha: Um Novo Dia † | 2026 | US$ 903.627.495 |
| 2 | Spider-Man: No Way Home ‡ | 2021 | US$ 814.108.407 |
| 3 | Homem-Aranha ‡ | 2002 | US$ 407.022.860 |
| 4 | Jumanji: Welcome to the Jungle | 2017 | US$ 404.540.171 |
| 5 | Homem-Aranha: Longe de Casa ‡ | 2019 | US$ 390.532.085 |
| 6 | Homem-Aranha: Através do Aranhaverso ‡ | 2023 | US$ 381.593.754 |
| 7 | Homem-Aranha 2 ‡ | 2004 | US$ 373.585.825 |
| 8 | Homem-Aranha 3 ‡ | 2007 | US$ 336.530.303 |
| 9 | Spider-Man: Homecoming ‡ | 2017 | US$ 334.201.140 |
| 10 | Jumanji: The Next Level | 2019 | US$ 320.314.960 |
| 11 | Skyfall | 2012 | US$ 304.360.277 |
| 12 | O Espetacular Homem-Aranha ‡ | 2012 | US$ 262.030.663 |
| 13 | Men in Black | 1997 | US$ 250.690.539 |
| 14 | Ghostbusters | 1984 | US$ 229.242.989 |
| 15 | Hancock | 2008 | US$ 227.946.274 |
| 16 | O Código Da Vinci | 2006 | US$ 217.536.138 |
| 17 | Venom: Tempo de Carnificina | 2021 | US$ 213.550.366 |
| 18 | Venom | 2018 | US$ 213.515.506 |
| 19 | Bad Boys para Sempre | 2020 | US$ 204.292.401 |
| 20 | The Amazing Spider-Man 2 ‡ | 2014 | US$ 202.853.933 |
| 21 | Spectre | 2015 | US$ 200.074.609 |
| 22 | 22 Jump Street | 2014 | US$ 191.719.337 |
| 23 | Men in Black II | 2002 | US$ 190.418.803 |
| 24 | Spider-Man: Into the Spider-Verse | 2018 | US$ 190.241.310 |
| 25 | Hitch | 2005 | US$ 179.495.555 |
| Posição | Título | Ano | Bilheteria |
|---|---|---|---|
| 1 | Homem-Aranha: Um Novo Dia † | 2026 | US$ 2.345.132.864 |
| 2 | Spider-Man: No Way Home ‡ | 2021 | US$ 1.916.306.995 |
| 3 | Skyfall | 2012 | US$ 1.142.471.295 |
| 4 | Homem-Aranha: Longe de Casa ‡ | 2019 | US$ 1.131.927.996 |
| 5 | Jumanji: Welcome to the Jungle | 2017 | US$ 962.126.927 |
| 6 | Homem-Aranha 3 ‡ | 2007 | US$ 894.983.373 |
| 7 | Spectre | 2015 | US$ 880.674.609 |
| 8 | Spider-Man: Homecoming ‡ | 2017 | US$ 880.166.924 |
| 9 | Venom | 2018 | US$ 855.013.954 |
| 10 | Homem-Aranha ‡ | 2002 | US$ 825.025.036 |
| 11 | Jumanji: The Next Level | 2019 | US$ 800.059.707 |
| 12 | 2012 | 2009 | US$ 791.217.826 |
| 13 | Homem-Aranha 2 ‡ | 2004 | US$ 788.976.453 |
| 14 | O Código Da Vinci | 2006 | US$ 758.239.851 |
| 15 | O Espetacular Homem-Aranha ‡ | 2012 | US$ 757.930.663 |
| 16 | The Amazing Spider-Man 2 ‡ | 2014 | US$ 708.982.323 |
| 17 | Homem-Aranha: Através do Aranhaverso ‡ | 2023 | US$ 690.824.738 |
| 18 | Hancock | 2008 | US$ 624.386.746 |
| 19 | Men in Black III | 2012 | US$ 624.026.776 |
| 20 | Casino Royale | 2006 | US$ 606.099.584 |
| 21 | Quantum of Solace | 2008 | US$ 589.580.482 |
| 22 | Men in Black | 1997 | US$ 589.390.539 |
| 23 | Os Smurfs | 2011 | US$ 563.749.323 |
| 24 | Hotel Transylvania 3: Summer Vacation | 2018 | US$ 528.583.774 |
| 25 | Venom: Tempo de Carnificina | 2021 | US$ 501.546.922 |
‡ Inclui relançamentos nos cinemas.
Ver também
[editar | editar código]- Lista de filmes produzidos pela Columbia Pictures, filmografia do estúdio
- Filmografia de The Three Stooges, curtas dos Três Patetas produzidos pela Columbia
- TriStar Pictures, outro selo cinematográfico do Sony Pictures Motion Picture Group
Notas
- ↑ O endereço "columbiapictures.com" redireciona para esse site, assim como o endereço criado para o centenário do estúdio, "columbiapictures100.com".
Referências
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Ligações externas
[editar | editar código]Sites
- Sony Pictures
- Sony Pictures Brasil
- Big Picture Films, distribuidora do catálogo cinematográfico da Sony Pictures em Portugal
- SonyPictures.net, lista de sites internacionais
- 100 Years of Columbia Pictures, site arquivado do centenário
Documentos e acervos
- Columbia Pictures, Lost n Found Films
- Columbia Pictures: The History of a Logo - the Lady with the Torch, Reel Classics
- Columbia Pictures Still Photographer Contract 1945, The Ned Scott Archive (versão arquivada)
- Columbia Pictures pressbook, L. Tom Perry Special Collections, Brigham Young University, 2014
- Columbia Pictures Cartoons, arquivo do Big Cartoon DataBase
