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Estádio do Morumbi

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(Redirecionado de Estádio Morumbis)

Estádio do Morumbi
Estádio Cícero Pompeu de Toledo
Sisbrace: [1]
Vista aérea do estádio em fevereiro de 2022.
Informações gerais
Nome completoEstádio Cícero Pompeu de Toledo
Nomes alternativosEstádio do Morumbi
MorumBIS
Arquiteto(a)João Batista Vilanova Artigas
Construção1952 a 1970
Inauguração02 de outubro de 1960
Partida inauguralSão Paulo 1–0 Sporting CP
Primeiro golPeixinho (São Paulo)
Remodelado1994 a 1996, 2000, 2006, 2009, 2013, 2016, 2017, 2018, 2019, 2021, 2023 e 2024[2]
Capacidade66.795
Público recorde146.082 pagantes (9 de outubro de 1977)
Corinthians 1–2 Ponte Preta
Websitehttps://www.saopaulofc.net/estrutura/morumbis/
Geografia
PaísBrasil
LocalizaçãoSão Paulo
Coordenadas23° 36′ 00″ S, 46° 43′ 13″ O
Mapa
Localização em mapa dinâmico
Utilização esportiva
GramadoGrama natural (105 × 68 m[3])
Mandante(s)São Paulo

Estádio Cícero Pompeu de Toledo, mais conhecido como Estádio do Morumbi, e como MorumBIS por direitos de nome,[4][5] é um estádio de futebol localizado no bairro Morumbi, na Zona Oeste da cidade de São Paulo.[6] Pertence ao São Paulo Futebol Clube, e já recebeu a Seleção Brasileira em várias ocasiões.

O estádio foi projetado para acomodar 150 mil espectadores, tendo sido sua capacidade reduzida, devido a diversas reformas e à instalação de camarotes, para 77.011 e, por questões de brigas em estádios, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) diminuiu novamente a capacidade para 72.039.

Atualmente, o Morumbis é o terceiro maior estádio do Brasil, sendo também o maior estádio do estado de São Paulo e o maior estádio particular brasileiro. Projetado pelo arquiteto João Batista Vilanova Artigas, é considerado um patrimônio arquitetônico representativo da Escola Paulista, tendo sido tombado em 2018 pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (CONPRESP).

História

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Vista aérea do Estádio do Morumbi, na véspera de sua inauguração completa em 1970. Arquivo Nacional.

Nos primeiros anos de sua existência, o São Paulo utilizou como sede e campo a Chácara da Floresta, (localizada à esquerda da Ponte das Bandeiras, junto ao rio Tietê, na zona central da capital paulista). Daí ser empregado o nome de São Paulo da Floresta quando se fala do primeiro período de existência da agremiação, de janeiro de 1930 até maio de 1935.

Quando o clube foi refundado em dezembro de 1935, não tinha um campo próprio, situação que perdurou até 1938, quando a união com o Estudante Paulista rendeu ao São Paulo a posse do campo da Mooca pertencente à Antárctica. Em 1940, passou a usar o Pacaembu. Em 1944, o São Paulo adquiriu o Canindé, por doze milhões de cruzeiros que passou a ser o seu campo. Mas o Canindé só era utilizado como sede social e local para treinamentos; a área era pequena para a construção de um grande estádio e então surgiram ideias e projetos para a viabilização de uma praça esportiva em algum outro local da cidade.

O sonho de construir um grande estádio começou a se tornar realidade. A ideia inicial era a área onde atualmente encontra-se o Parque do Ibirapuera, na época uma região alagada, mas o então vereador Jânio Quadros impediu que o clube recebesse a área da prefeitura. O local escolhido foi uma área na região do Morumbi, praticamente desabitado, que estava em processo de loteamento imobiliário. Em 4 de agosto de 1952 o terreno foi doado para a construção do Morumbi pela Imobiliária e Construtora Aricanduva que era de propriedade de Adhemar Pereira de Barros, ex-governador de São Paulo na época. Neste mesmo ano, 1952, o presidente do clube, Cícero Pompeu de Toledo, procurou Laudo Natel, diretor do Bradesco, propondo-lhe que assumisse o clube administrativamente.

Em 1952, o governador do estado de São Paulo era Lucas Nogueira Garcez (31 de janeiro de 1951 a 31 de janeiro de 1955). Laudo Natel era diretor do Bradesco, não ex-diretor em 1952, e não tinha nenhum cargo político ou exercia algum, tampouco poderia ser vice-governador. Laudo Natel somente entrou para a política em 1962, dez anos depois, quando então elegeu-se vice-governador em chapa única pelo PR (Partido Republicano) com 1,2 milhão de votos. Tomou posse do cargo em 31 de janeiro 1963, e não era vice de Adhemar, e nunca foi, pois as eleições para governador e vice eram independentes à época. A Imobiliária e Construtora Aricanduva S/A era presidida por João Jorge Saad, genro de Adhemar de Barros e dono da Rádio e Televisão Bandeirantes.[7]

Em 15 de agosto de 1952, Monsenhor Bastos abençoou os terrenos e foi lançada a campanha pró-construção do Morumbi. Foi eleita uma comissão constituída pelo presidente Cícero Pompeu de Toledo e pelos seguintes nomes: Piragibe Nogueira (vice-presidente); Luís Cássio dos Santos (secretário); Amador Aguiar (tesoureiro); Altino de Castro Lima, Carlos Alberto Gomes Cardim, Luís Campos Aranha, Manuel Raimundo Pais de Almeida, Osvaldo Artur Bratke, Roberto Gomes Pedrosa, Roberto Barros Lima, Marcos Gasparian, Paulo Machado de Carvalho e Pedro França Filho Pinto. Iniciava-se então, uma nova fase na vida do São Paulo Futebol Clube.

Parte do dinheiro da venda do Canindé (vendido à Portuguesa de Desportos em 1956) foi revertido em material de construção. Toda a receita do clube também foi investida na construção do estádio, ficando o time num segundo plano. As obras para a construção do novo estádio começaram em 1953.

Em 1956, o clube recebeu concessão de auxílio de dez milhões de cruzeiros, em apólices da dívida pública mediante juros de 8% ao ano, para o prosseguimento das obras do seu estádio.[8][9] A Prefeitura concedeu auxílio idêntico a todos os grandes clubes da Capital.[8]

O clube fez em 1955, uma campanha uma campanha de venda das cadeiras cativas que restavam pelo interior do estado, com grande aceitação dos torcedores.[10][11]

No final de 1964, o São Paulo fez um acordo para adquirir a última parte do terreno do Morumbi junto à Imobiliária Aricanduva. O pagamento foi efetuado em março de 1965. A partir disso, foram vendidas setecentas mil unidades do carnê "Paulistão". Foram seis séries distintas de mais cem mil unidades cada, vendidos a cinco cruzeiros cada um. Sobre esse montante, foram devolvidos somente sessenta mil. É nesse ponto que reside a grande "distorção" por parte dos torcedores rivais, pois os carnês eram vendidos para qualquer pessoa ou torcedor, e só pagou o valor e ajudou o São Paulo a construir o estádio e o clube quem quis.[12]

O projeto do estádio do Morumbi teve a criação do arquiteto Vilanova Artigas, um dos principais representantes da "escola paulista" da arquitetura moderna.

Alguns números do Morumbi: para o desenvolvimento do projeto foram necessárias 370 pranchas de papel vegetal; cinco meses foram consumidos nas terraplenagens e escavações, com o movimento de 340 mil metros cúbicos de terra; um córrego foi canalizado; o volume de concreto utilizado é equivalente a construção de 83 edifícios de dez andares; os 280 mil sacos de cimento usados, se colocados lado a lado, cobririam a distância de São Paulo ao Rio de Janeiro; cinquenta mil toneladas de ferro, que daria para circundar a Terra duas vezes e meia.

Num determinado momento, uma troca foi proposta pela prefeitura que ficaria com o Morumbi e o São Paulo, com o Pacaembu. Mas Laudo Natel, apoiado por toda a diretoria, prosseguiu a batalha, após a morte de Cícero Pompeu de Toledo.

Estádio do Morumbi, 1960.Arquivo Público do Estado de S. Paulo.

A partida que inaugurou o estádio aconteceu em 2 de outubro de 1960. O São Paulo venceu o Sporting Clube de Portugal, por 1x0. O árbitro da partida inaugural foi Olten Ayres de Abreu. O primeiro gol do Morumbi foi marcado por Peixinho (Arnaldo Poffo Garcia), aos 12 minutos de jogo, diante de 56 448 pessoas que lotavam o estádio ainda inacabado, pois o objetivo era abrigar 120 mil pessoas, com renda de 7 868 400 cruzeiros, recorde em amistosos na época. Uma informação; o gol marcado por Peixinho foi de cabeça, se jogando quase rente ao chão. Daí nasceu a expressão "gol de peixinho". É citado esse lance, erroneamente, pois faz-se uma analogia com o peixe nadando e o jogador cabeceando, mas o correto "gol de peixinho" é pelo primeiro jogador a marcar no Morumbi e por essa jogada característica.

O São Paulo jogou com: Poy; Ademar, Gildésio e Riberto; Fernando Sátyro e Víctor; Peixinho, Jonas (Paulo), Gino Orlando, Gonçalo (Cláudio) e Canhoteiro; técnico Flávio Costa. O Sporting jogou com: Aníbal; Mário Lino e Hilário; Fernando Mendes, António Morato e David Julius; Hugo Sarmento, Faustino Pinto, Ernesto Figueiredo (Fernando Puglia), Diego Arizaga (Géo) e Juan Seminario; técnico Alfredo González.

O primeiro jogo do São Paulo por uma competição oficial no Morumbi foi no Campeonato Paulista de 1960, contra o Corinthians, não o rival da capital, era o Esporte Clube Corinthians de Presidente Prudente, Clube curiosamente criado por torcedores do Timão maior rival do Tricolor. O São Paulo acabou vencendo a partida por 3 a 0, os gols foram marcados por Dino Sani, Gino Orlando e Gonçalo.

A inauguração total do Morumbi ocorreu em 25 de janeiro de 1970. A partida de comemoração foi entre São Paulo e Porto, de Portugal, e terminou empatada em 1 a 1. Vieira Nunes abriu o placar para a equipe portuguesa, aos 32 minutos de jogo e Miruca empatou para o São Paulo aos 35 minutos do primeiro tempo. O árbitro da partida foi José Favilli Neto e o público foi de 107 069 espectadores presentes (59 924 pagantes).

Copa América 2019

O jogo teve a presença do presidente da República, o general Emílio Garrastazu Médici, e do governador paulista, Abreu Sodré.

O São Paulo jogou com: Picasso; Édson, Jurandir, Roberto Dias e Tenente; Lourival e Gérson; Miruca (José Roberto), Toninho, Téia (Babá) e Paraná (Claudinho); técnico Zezé Moreira. O Porto formou com: Vaz; Acácio, Valdemar, Vieira Nunes e Sucena; Pavão e Rolando; Gomes, Chico (Seninho), Pinto (Ronaldo) e Nóbrega.

Após esta inauguração o Morumbi passou a ser chamado de "o maior estádio particular do mundo", apesar da redução de sua capacidade de 120 para 85 mil espectadores nos anos 1990, por medida de segurança. Entre 1994 e 1996, o estádio passou por uma série de reformas para melhorias na estrutura (que apresentava falhas), foram colocados amortecedor de impacto e para a colocação de assentos nas arquibancadas e nas chamadas "gerais" e teve a capacidade reduzida em 10 mil pessoas. O nome oficial é Estádio Cícero Pompeu de Toledo, em homenagem ao ex-jogador, dirigente e presidente do clube.

O Morumbi foi palco de grandes vitórias do São Paulo Futebol Clube, o qual conquistou em casa o primeiro campeonato da Copa Libertadores da América em 1992 e seu tricampeonato em 2005. Em 1993, apesar de o último jogo ter sido no Chile, o Tricolor praticamente decidiu o título em casa ao vencer por 5 a 1 o Universidad Católica.

Já em Campeonatos Brasileiros, o São Paulo não tinha muita sorte em seus domínios, pois nas quatro primeiras finais em que decidiu o título no Morumbi (1973, 1981, 1989 e 1990), saiu de campo sem a taça, precisando esperar até 2006 para conseguir conquistar um título nacional em seu estádio, feito repetido em 2007. O São Paulo já conquistou vinte taças em seu estádio.

Projeto Copa 2014 e plano de modernização

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O projeto de reforma e modernização do estádio vem desde meados da década de 1990. Batizado sob o nome de Projeto "Morumbi Século XXI", tal projeto acabou não tendo êxito e as reformas resumiram-se à parte estrutural do estádio, o que resolveu o problema de fortes trepidações e rachaduras.

O sonho de reformar, cobrir e modernizar o estádio voltou à tona quando o Morumbi foi indicado pela prefeitura e pelo governo do estado para ser o estádio que representaria a cidade e o estado no Mundial de 2014.[13] O projeto para reforma do Morumbi feito pela GMP incluiria rebaixar o gramado, demolir os anéis intermediário e térreo e construir um novo anel mais retangular com cadeiras próximas ao campo, além de ampliar o anel superior, atingindo assim a capacidade de 67 450 pessoas sentadas, com 2,4 mil lugares provisórios, cobertura das arquibancadas, construção de um edifício para abrigar centro de mídia e novos vestiários.[14] Porém, em 16 de junho de 2010, o Morumbi foi excluído do projeto pois o São Paulo e o Comitê da Cidade de São Paulo não entregaram as garantias financeiras referentes ao projeto do estádio ao Comitê Organizador Local da Copa. No lugar a cidade optou pela construção de outro estádio, a Arena Corinthians.[15][16]

Mesmo sem sediar a Copa do Mundo, o São Paulo seguiu tocando as obras de reforma do seu estádio referentes a um de projeto de 430 milhões de reais não aprovado pela FIFA. A reforma inclui criação de camarotes, renovação de banheiros, instalação de novos assentos e construção de novos vestiários são alguns itens planejados para serem concluídos até o final de 2013, visando, no caso de uma emergência, que o estádio estivesse preparado para a Copa. O principal ponto da reforma era a construção de uma cobertura para o estádio.[17] Em 1 de novembro de 2011, o São Paulo anunciou que já tem um acordo para construir a cobertura do estádio do Morumbi. A obra, teria início em janeiro de 2012, com duração prevista de 18 meses a partir do início da obra e custaria entre R$ 100 milhões e R$ 120 milhões. Segundo José Francisco Manssur, assessor direto do presidente Juvenal Juvêncio, 12 empresas procuraram o São Paulo e apresentaram propostas para construir a cobertura. A empresa vencedora estamparia o nome de sua marca na arena multiúso a ser construída atrás de um dos gols do estádio, com capacidade para 25 mil torcedores.[18] Por fim, a Prefeitura de São Paulo emitiu o alvará para as obras em 6 de julho de 2012.

Em dezembro de 2023, a multinacional Mondelēz International comprou por R$75 milhões os direitos de nome do estádio, que se chamaria "Morumbis" utilizando o nome do chocolate da Lacta Bis.[19]

Shows e eventos

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Eventos

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