Codó
Codó | |
|---|---|
| Hino | |
| Gentílico | codoense |
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| Coordenadas: 4° 27′ 18″ S, 43° 53′ 09″ O | |
| País | Brasil |
| Unidade federativa | Maranhão |
| Municípios limítrofes | N: Timbiras, Coroatá, Chapadinha, O: Peritoró, S: Governador Archer, São João do Soter, L: Caxias, Aldeias Altas |
| Distância até a capital | 290 km |
| Fundação | 16 de abril de 1896 (130 anos) |
| Governo | |
| • Prefeito(a) | Chiquinho FC[1] (PT, 2025–2028) |
| • Vereadores | 19 |
| Área | |
| • Total [2] | 4 364,499 km² |
| Altitude | 47 m |
| População | |
| • Total (IBGE/2020[3]) | 114 275 hab. |
| • Posição | MA: 7° BR: 273º |
| Densidade | 26,2 hab./km² |
| Clima | clima tropical |
| Fuso horário | Hora de Brasília (UTC−3) |
| CEP | 65 400-000 |
| IDH (PNUD/2010[4]) | 0,595 — baixo |
| • Posição | BR: 4255º; MA: 67° |
| PIB (IBGE/2021[5]) | R$ 1 648 785,85 mil |
| • Posição | MA: 10° |
| • Per capita (IBGE/2021[5]) | R$ 13 364,78 |
Codó é um município brasileiro do interior do estado do Maranhão, Região Nordeste. Situa-se no Leste Maranhense, a 300 km de distância da capital estadual São Luís, e a 170 km de Teresina, capital do Piauí. É polo da Região dos Cocais, fazendo parte de um importante eixo econômico e populacional no estado, além de ser o município brasileiro com a maior concentração de centros de religião afro-brasileira por metro quadrado, sendo 400 terreiros umbandistas concentrados apenas em Codó.[6]
Fundada em 16 de abril de 1896, Codó é a 3ª maior cidade de toda a Região Geográfica Intermediária de Caxias (superada por Timon e Caxias) e a 7ª maior cidade do Maranhão. Segundo a hierarquia urbana do Brasil 2018 (IBGE), o município é classificado como Centro Subregional B, pela influência que exerce sobre cidades e áreas de municípios vizinhos.
A população, de acordo com a estimativa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2024, é de 118 295 habitantes.[7][8] Dessa forma, Codó constitui-se como um dos maiores polos populacionais do estado em população e sua décima primeira maior força econômica estadual, com um PIB de mais de R$ 1,649 bilhões em 2021.[9]
Etimologia
[editar | editar código]Existem algumas versões sobre a origem do nome da cidade de Codó. Uma primeira, contada tradicionalmente de geração em geração, afirma que o nome Codó é originário de uma ave chamada codorna que teria existido em abundância nas terras codoenses.
O professor Fernando Barbosa de Carvalho contribui ensinando que a palavra Codó lugar alagadiço, charco e brejo. O geógrafo Teodoro Sampaio afirma que Codó traduz arremesso de dardo, flecha pequena usada pelos índios. Afirma-se também que, em 1614, sucumbiu afogado no rio Itapecuru o francês Kodok, originando a palavra Codó.
Defende o historiador Augusto César Marques, em sua obra "Dicionário Histórico-Geográfico da Província do Maranhão", que o município tomou o nome de Codó em homenagem ao rio de mesmo nome, o rio Codozinho.
Propaga-se ainda, que a palavra Codó é uma consequência do tráfico negro, escravos trazidos da cidade africana de Kodok, localizada no Sudão.
História
[editar | editar código]Origem
[editar | editar código]Selva, mata virgem habitadas por pássaros de diferentes matrizes e animais que fizeram das rochas e dos cavalos as suas moradias.
O Rio Itapecuru, grande rio, corria ligeiro beijando as promissoras terras codoenses. Os portugueses subiram o rio em busca de ouro e foram ficando na terra dos encantos. Escolheram lugares para morar, construíram as suas casas, continuaram as suas famílias.
Os índios que habitavam a região, Barbados, Guanarés e Urubus não gostaram dos colonizadores portugueses. Os ânimos exaltaram-se. Houve luta pela posse da terra.
Preocupado com a catequização dos indígenas e, ao mesmo tempo, no apaziguamento dos ânimos, o padre Antônio Vieira fundou as aldeias de paz e enviou da Aldeia de Paz de São Miguel (hoje Cidade de Rosário), o padre João Villar S. J., que foi assassinado pelos índios às margens do rio Codozinho em 1719. Com o padre João Villar, viajavam o padre Gonçalo Pereira, o franciscano Antônio Gonçalves, o capitão Francisco Soares Pinto e índios Guanarés, remadores.
A tradição confere ao Comendador português Luís José Nicolau Henrique, o Pau Real, o título de primeiro agricultor, homem dedicado a terra, fazedor de roças para o cultivo de produtos agrários. Construi seu armazém parava comercialização de madeira e produtos alimentícios na margem esquerda do rio Itapecuru, em terreno ao lado do Porto do Balão, onde eram descarregados negros escravizados para serem vendidos e mercadorias. Pau Real transportava as suas madeiras em navios gaiolas para serem vendidas em centros comerciais às margens do rio Itapecuru e na capital São Luís. Tornou-se, tempos depois, um rico e opulento fazendeiro, senhor de escravos da Vila de Codó.
A derrubada das árvores (comércio de madeiras) nas matas codoenses teve seu início a partir de 1870. Esse processo de exploração das nossas matas fortaleceu a emigração para as terras codoenses, aumentandoa chegada de barcos abarrotados de colonos, acompanhados de seus escravos. Sendo assim, os três elementos étnicos que deram origem a formação da população codoense são: os índios, primitivos habitantes da terra; os portugueses (os brancos), vindos da Europa como desbravadores, verdadeiros invasores da terra indígena e os negros, trazidos do continente africano para servirem na lavoura. Lembramos também a presença física do elemento arabe, principalmente dos sírios e dos libaneses que muito contribuiram para o desenvolvimento da cidade no setor comercial.
Codó de vila a cidade
[editar | editar código]Codó foi crescendo, de povoado passou à vila pela Lei Provincial de n° 07, de 29 de abril de 1835. As mercadorias postas nas prateleiras das lojas eram reduzidas, atendendo as necessidades primordiais da população que crescia às margens do rio Itapecuru. O comércio era fraco, constituía-se de lojas, botequins e bodegas nos quais se vendiam produtos que chegavam através dos navios gaiolas e batelões. Os produtos eram: querosene, sal, café, tecidos, perfumes, talcos, miçangas, sapatos, bebidas, pimentas, incensos, quinquilharias, jornais, revistas e hortaliças.
A Vila de Codó encontrava-se segura, resguardada de qualquer rebeldia molestadora a sua quietude e paz interna, por sediar o 22° Batalhão da Guarda Nacional e o seu comando superior.
Para tratar assuntos comerciais e dos atinentes a colonos portugueses, havia um consulado de Portugal, cujo representante era José Joaquim Ferreira Machado. Codó foi emancipada em conformidade com a lei n° 133, de 16 de abril de 1896.
O início do povoamento de Codó data do ano de 1780, sendo um dos seus primeiros exploradores o agricultor Luís José Rodrigues. Antigo armazém de mercadorias, situado às margens do rio Itapecuru, foram fatores importantes para o seu desenvolvimento as atividades agrícolas mantidas pelos ricos senhores da aristocracia rural maranhense e por agricultores portugueses instalados na Colônia Petrópolis, numa iniciativa de Francisco Marques Rodrigues. Decisiva também para o seu crescimento foi a imigração de sírios e libaneses, a partir de 1887.[10]
O povoado de Codó foi elevado à categoria de vila por meio de Resolução Régia, assinada no dia 19 de abril de 1833. Através da Lei estadual n°13, sancionada pelo governador Alfredo da Cunha Martins, no dia 16 de abril de 1896, passou à condição de cidade.[11]
Em 1892, construía-se a primeira indústria de Codó - Companhia Manufatureira e Agrícola, de propriedade de Emílio Lisboa.[11] Um dos diretores da fábrica, genro do seu proprietário, era João Ribeiro, que em 1909 levava para Codó Sebastião Archer da Silva que fora para trabalhar como escriturário e anos mais tarde tornar-se-ia o proprietário da fábrica e uns dos principais políticos do estado do Maranhão.
Em 1900, Codó foi visitada pelo ilustre futuro presidente Afonso Pena. Chegou a bordo do vapor São Salvador, viajando com destino a Caxias, durante sua estada no


