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Codó

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 Nota: Para outros significados, veja Codo (desambiguação).
Codó
Igreja de São Sebastião
Igreja de São Sebastião
Igreja de São Sebastião
Hino
Gentílicocodoense
Localização de Codó no Maranhão
Localização de Codó no Maranhão
Localização de Codó no Maranhão
Codó está localizado em: Brasil
Codó
Localização de Codó no Brasil
Mapa
Mapa de Codó
Coordenadas: 4° 27′ 18″ S, 43° 53′ 09″ O
PaísBrasil
Unidade federativaMaranhão
Municípios limítrofesN: Timbiras, Coroatá, Chapadinha, O: Peritoró, S: Governador Archer, São João do Soter, L: Caxias, Aldeias Altas
Distância até a capital290 km
Fundação16 de abril de 1896 (130 anos)
Governo
 • Prefeito(a)Chiquinho FC[1] (PT, 2025–2028)
 • Vereadores19
Área
 • Total [2]4 364,499 km²
Altitude47 m
População
 • Total (IBGE/2020[3])114 275 hab.
 • PosiçãoMA: 7° BR: 273º
Densidade26,2 hab./km²
Climaclima tropical
Fuso horárioHora de Brasília (UTC−3)
CEP65 400-000
IDH (PNUD/2010[4])0,595 — baixo
 • PosiçãoBR: 4255º; MA: 67°
PIB (IBGE/2021[5])R$ 1 648 785,85 mil
 • PosiçãoMA: 10°
 • Per capita (IBGE/2021[5])R$ 13 364,78

Codó é um município brasileiro do interior do estado do Maranhão, Região Nordeste. Situa-se no Leste Maranhense, a 300 km de distância da capital estadual São Luís, e a 170 km de Teresina, capital do Piauí. É polo da Região dos Cocais, fazendo parte de um importante eixo econômico e populacional no estado, além de ser o município brasileiro com a maior concentração de centros de religião afro-brasileira por metro quadrado, sendo 400 terreiros umbandistas concentrados apenas em Codó.[6]

Fundada em 16 de abril de 1896, Codó é a 3ª maior cidade de toda a Região Geográfica Intermediária de Caxias (superada por Timon e Caxias) e a 7ª maior cidade do Maranhão. Segundo a hierarquia urbana do Brasil 2018 (IBGE), o município é classificado como Centro Subregional B, pela influência que exerce sobre cidades e áreas de municípios vizinhos.

A população, de acordo com a estimativa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2024, é de 118 295 habitantes.[7][8] Dessa forma, Codó constitui-se como um dos maiores polos populacionais do estado em população e sua décima primeira maior força econômica estadual, com um PIB de mais de R$ 1,649 bilhões em 2021.[9]

Etimologia

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Existem algumas versões sobre a origem do nome da cidade de Codó. Uma primeira, contada tradicionalmente de geração em geração, afirma que o nome Codó é originário de uma ave chamada codorna que teria existido em abundância nas terras codoenses.

O professor Fernando Barbosa de Carvalho contribui ensinando que a palavra Codó lugar alagadiço, charco e brejo. O geógrafo Teodoro Sampaio afirma que Codó traduz arremesso de dardo, flecha pequena usada pelos índios. Afirma-se também que, em 1614, sucumbiu afogado no rio Itapecuru o francês Kodok, originando a palavra Codó.

Defende o historiador Augusto César Marques, em sua obra "Dicionário Histórico-Geográfico da Província do Maranhão", que o município tomou o nome de Codó em homenagem ao rio de mesmo nome, o rio Codozinho.

Propaga-se ainda, que a palavra Codó é uma consequência do tráfico negro, escravos trazidos da cidade africana de Kodok, localizada no Sudão.

História

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Selva, mata virgem habitadas por pássaros de diferentes matrizes e animais que fizeram das rochas e dos cavalos as suas moradias.

O Rio Itapecuru, grande rio, corria ligeiro beijando as promissoras terras codoenses. Os portugueses subiram o rio em busca de ouro e foram ficando na terra dos encantos. Escolheram lugares para morar, construíram as suas casas, continuaram as suas famílias.

Os índios que habitavam a região, Barbados, Guanarés e Urubus não gostaram dos colonizadores portugueses. Os ânimos exaltaram-se. Houve luta pela posse da terra.

Preocupado com a catequização dos indígenas e, ao mesmo tempo, no apaziguamento dos ânimos, o padre Antônio Vieira fundou as aldeias de paz e enviou da Aldeia de Paz de São Miguel (hoje Cidade de Rosário), o padre João Villar S. J., que foi assassinado pelos índios às margens do rio Codozinho em 1719. Com o padre João Villar, viajavam o padre Gonçalo Pereira, o franciscano Antônio Gonçalves, o capitão Francisco Soares Pinto e índios Guanarés, remadores.

A tradição confere ao Comendador português Luís José Nicolau Henrique, o Pau Real, o título de primeiro agricultor, homem dedicado a terra, fazedor de roças para o cultivo de produtos agrários. Construi seu armazém parava comercialização de madeira e produtos alimentícios na margem esquerda do rio Itapecuru, em terreno ao lado do Porto do Balão, onde eram descarregados negros escravizados para serem vendidos e mercadorias. Pau Real transportava as suas madeiras em navios gaiolas para serem vendidas em centros comerciais às margens do rio Itapecuru e na capital São Luís. Tornou-se, tempos depois, um rico e opulento fazendeiro, senhor de escravos da Vila de Codó.

A derrubada das árvores (comércio de madeiras) nas matas codoenses teve seu início a partir de 1870. Esse processo de exploração das nossas matas fortaleceu a emigração para as terras codoenses, aumentandoa chegada de barcos abarrotados de colonos, acompanhados de seus escravos. Sendo assim, os três elementos étnicos que deram origem a formação da população codoense são: os índios, primitivos habitantes da terra; os portugueses (os brancos), vindos da Europa como desbravadores, verdadeiros invasores da terra indígena e os negros, trazidos do continente africano para servirem na lavoura. Lembramos também a presença física do elemento arabe, principalmente dos sírios e dos libaneses que muito contribuiram para o desenvolvimento da cidade no setor comercial.

Codó de vila a cidade

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Codó foi crescendo, de povoado passou à vila pela Lei Provincial de n° 07, de 29 de abril de 1835. As mercadorias postas nas prateleiras das lojas eram reduzidas, atendendo as necessidades primordiais da população que crescia às margens do rio Itapecuru. O comércio era fraco, constituía-se de lojas, botequins e bodegas nos quais se vendiam produtos que chegavam através dos navios gaiolas e batelões. Os produtos eram: querosene, sal, café, tecidos, perfumes, talcos, miçangas, sapatos, bebidas, pimentas, incensos, quinquilharias, jornais, revistas e hortaliças.

A Vila de Codó encontrava-se segura, resguardada de qualquer rebeldia molestadora a sua quietude e paz interna, por sediar o 22° Batalhão da Guarda Nacional e o seu comando superior.

Para tratar assuntos comerciais e dos atinentes a colonos portugueses, havia um consulado de Portugal, cujo representante era José Joaquim Ferreira Machado. Codó foi emancipada em conformidade com a lei n° 133, de 16 de abril de 1896.

O início do povoamento de Codó data do ano de 1780, sendo um dos seus primeiros exploradores o agricultor Luís José Rodrigues. Antigo armazém de mercadorias, situado às margens do rio Itapecuru, foram fatores importantes para o seu desenvolvimento as atividades agrícolas mantidas pelos ricos senhores da aristocracia rural maranhense e por agricultores portugueses instalados na Colônia Petrópolis, numa iniciativa de Francisco Marques Rodrigues. Decisiva também para o seu crescimento foi a imigração de sírios e libaneses, a partir de 1887.[10]

O povoado de Codó foi elevado à categoria de vila por meio de Resolução Régia, assinada no dia 19 de abril de 1833. Através da Lei estadual n°13, sancionada pelo governador Alfredo da Cunha Martins, no dia 16 de abril de 1896, passou à condição de cidade.[11]

Em 1892, construía-se a primeira indústria de Codó - Companhia Manufatureira e Agrícola, de propriedade de Emílio Lisboa.[11] Um dos diretores da fábrica, genro do seu proprietário, era João Ribeiro, que em 1909 levava para Codó Sebastião Archer da Silva que fora para trabalhar como escriturário e anos mais tarde tornar-se-ia o proprietário da fábrica e uns dos principais políticos do estado do Maranhão.

Em 1900, Codó foi visitada pelo ilustre futuro presidente Afonso Pena. Chegou a bordo do vapor São Salvador, viajando com destino a Caxias, durante sua estada no